Ela está namorando várias caras

Decepcionado: Várias decepções com ela como namorada e agora mais uma com ela sendo Ex

2020.08.30 15:46 Luckman28 Decepcionado: Várias decepções com ela como namorada e agora mais uma com ela sendo Ex

Conheci uma mulher cerca de 4 anos atrás e no momento em que a conheci percebi que queria algo sério... Além de ser gentil, bem humorada e muito bonita, ela fazia eu me sentir bem e querer tê-la por perto, porém mal sabia eu que eu estaria entrando em um namoro onde eu seria a pessoa que sofreria de um relacionamento abusivo sem nem perceber que era abusivo e agora após me libertar disso, a pessoa continua a me decepcionar.
[Resumo (quem quiser ver as decepções é só pular o textão)] Ficamos juntos durante quase 3 anos, iniciando namoro 1 mês após termos nos conhecido (maio/2016 até dezembro/2019)... Na época que eu a conheci fiquei cego, deixando de lado relacionamentos com amigos de longa data, cortando laços com as pessoas que eu estava ficando e inclusive me afastando de minha própria familia... Tenho 28 anos, não me considero feio, sou formado, pós graduado, fluente em inglês, tenho carro sedam do ano, apartamento, sou músico com formação, acho que sou esteticamente bonito, trabalho em uma startup tendo um cargo de confiança e um salário bem acima da média... porém eu não ligo para nada disso, apesar de ser algo para me gabar, poucas pessoas sabem dessas coisas que alguns consideram qualidades, e não, não sou filho de papai, sou da periferia e batalhei muito para chegar onde estou, enfim.
Durante o início do namoro tudo eram rosas, até que as primeiras brigas e discussões começaram a acontecer e eu vi quem realmente ela era... Resumindo bastante o que rolou: já fui agredido, ela era extremamente ciumenta, tinha que vê-la todo dia da semana, recebia xingamentos, ela dizia coisas para me ferir de propósito, extremamente criticista, mentirosa e manipuladora... Eu praticamente virei um capacho dela. Ela não possui muitas condições financeiras e eu por ja ter conquistado uma certa estabilidade a ajudei e de diversas formas: de meia, eletrodomésticos, pagar faculdade e dar celular até viagens internacionais (sem cobrar 1 centavo dela), podem imaginar quaisquer outros mimos, dentro desses parâmetros... E não fiz para contar ao mundo, fiz porque a amava e queria que ela tivesse o maior conforto do planeta e ficasse feliz.
[decepções] Durante o namoro as decepções que acumularam giram em torno de ela ter mentido várias vezes, descobri através de um amigo que ela mantinha contato e enviava mensagens e fotos a ex namorados (um dos motivos que levaram ao término), descobri também que aparentemente só eu amava nesse relacionamento, que o motivo de ela estar comigo era puro interesse e porque para ela o namoro era cômodo.
Agora nessa pandemia ela voltou a ter contato comigo, me mandando mensagens constantes dizendo que queria voltar, aparentando ter mudado, pedindo desculpas e tudo mais, porém ontem eu descobri que ela está namorando há um bom tempo e mesmo assim ela tem agido com o atual dela da mesma forma que agiu durante o nosso namoro... Simplesmente perdi meu chão em saber que ela estando já com alguém ela tem me enviado mensagens querendo voltar, além de ter me pedido dinheiro emprestado (não emprestei), pedindo conselhos e me chamando para sair!!! O pior de tudo isso é que ela não me falou que está namorando com alguém ou seja estava querendo me usar, está usando outra pessoa e ninguém estava sabendo de nada!!!! (Agora eu estou, o cara lá eu não sei)
É triste saber que alguém dessa forma existe e mais triste ainda é por eu ter me envolvido com alguém assim.
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2020.08.17 02:59 gimme-that-potato Uma das melhores decisões que tomei foi começar a tomar remédio para depressão

Olá, meus queridos.
Como o título sugere, venho aqui compartilhar minha experiência, pois acredito que possa acabar ajudando alguém aqui. No mais, vou poder pôr algumas ideias em ordem e poder dar uma desabafada. Tentarei ser breve, mas sei que não vai rolar rs, e acredito que meu texto não será tão linear.
O negócio é o seguinte: nunca fui apaixonado pela vida, de modo geral. Sempre fiz minhas coisas e tudo mais, mas essa tendência já me fez ficar para baixo (talvez algumas vezes depressivo) em algumas partes de minha vida. Nada disso me impediu de viver normalmente, sentir alegria, felicidade, paixão, correr atrás do que gosto, etc.
Acontece que ano passado estava em uma época braba. Havia terminado a faculdade, saído do emprego para prestar um concurso que não passei, e estava desempregado. Porra, estar desempregado é foda. A sensação de ficar em casa sem produzir é péssima.
Chegou uma hora que quis me cortar. Nada de suicídio, e nunca acreditei que pudesse fazer isso (apesar de estar com a constante sensação de querer nunca ter nascido), mas não deixa de ser um sintoma bem preocupante. Quando comecei a me dar uns pequenos cortes (escondidos), entendi que era hora de voltar pra terapia. Voltei para a mesma psicóloga que conheço há uns anos e confio bem.
Cabe aqui fazer um parênteses sobre depressão: há vários jeitos de melhorar esta doença. Contudo, tem um estudo recente que analisou a mistura entre dois tratamentos variados (ioga com psicólogo; meditação com psiquiatra; prática de esportes com meditação; etc.), e a melhor combinação de tratamento encontrada foi: acompanhamento psicológico junto com psiquiátrico. Não significa que tem que deixar outros tratamentos de lado, mas essa foi a melhor fórmula comprovada para combater.
Outra coisa: se você quer buscar um psicólogo, o que super recomendo, não importa a linha que ele ou ela segue. Freud, Lacan, Jung... nada disso importa. São ferramentas elaboradas para chegar em um mesmo objetivo. O que importa é você encontrar alguém que você vá com a cara. Alguém que você confie em desabafar. Não adianta conversar com um psicólogo pica das galáxias se você não se sente à vontade com ele.
Enfim. Começando a terapia, comecei a perceber diversos outros sintomas. Já não estava com a mesma concentração de antes. Me perdia no meio de frases. Estava me desconectando do mundo. Até atividades mais prazerosas estavam soando trabalhosas ou cansativas demais para mim. Meu prazer em coisas comuns, como comer algo bom, estava diminuindo. Foi a primeira vez que minha psicóloga sugeriu eu procurar um psiquiatra para me ajudar.
De início me senti mal, pois nunca tomei remédios para a cabeça. Mas depois veio um certo alívio: eu simplesmente estava doente, como uma gripe, e talvez precisasse só tomar um remédio. Você tem ideia de como é um alívio entender que sua mente te prega peças, e o motivo de você estar mal pode ser simplesmente algo fora de seu controle? Como uma mera desregulação hormonal, ou falta de algum receptor no cérebro, algo assim.
Falando com o psiquiatra, ele me passou um remédio relativamente novo, que, a grosso modo, estimula a produção de receptores de certos neurotransmissores na minha cabeça. Em outras palavras, ele estimula o cérebro a "captar mais prazer", ao invés de criar o prazer em si (como uma droga ilícita geralmente faz). Tanto é que é um remédio de tarja vermelha, e que não vicia (apesar de dar efeitos colaterais).
O início do tratamento foi bem ruim. O primeiro efeito colateral era a sensação de estar sonhando, ou na beira de uma grande ansiedade. Como se eu estivesse caindo, mas aquela sensação de "estar caindo" tivesse durando minutos. Isso me fez aprender a deixar rolar, sabe? Eu sabia que era um efeito do remédio, então não podia fazer nada, senão deixar acontecer, seguir com a maré. Eu diria até que eu pude aproveitar minha ansiedade. Sentia que era o remédio que me causava essa aceleração, mas que era ao mesmo tempo ele que me possibilitava ter esse "freio".
Outro efeito ruim foi o sono. Na verdade era mais uma vontade incontrolável de bocejar em si do que sono.
Como um outro possível efeito era falta de libido, óbvio que nos primeiros dias a primeira coisa que fui testar foi a masturbação. Confesso que foi bem difícil chegar no orgasmo, parecia que eu ia criar fogo com as mãos hehe. Por outro lado, um tempo depois minha libido até melhorou, pois minha depressão me fazia não querer buscar sexo. Minha namorada me apoiou durante tudo isso e entendeu, quando conversamos, que o sexo poderia piorar, o que felizmente não ocorreu.
Depois esses efeitos melhoraram (acredito que em até 2 semanas). O de sono e bocejo passou por completo, assim como o da ansiedade. Eu sentia que o remédio era um freio para minha ansiedade. Se eu fosse um carro, era como se o remédio colocasse uma trava na velocidade máxima. Sentia ele me ajudando.
Uma coisa que demorou para melhorar foi meu fluxo intestinal. Estava acostumado a ir ao banheiro todos os dias, às vezes até duas vezes (aqui cabe ressaltar que sou homem e, quando comecei a tomar o remédio no ano passado, estava com 26 anos). O remédio me fodeu com isso. Comecei a passar uns dias sem ir ao banheiro, ou ficar totalmente desregulado. Hoje, meses depois, isso já melhorou 100%.
Umas semanas depois comecei a ter um pouco de insônia, que até hoje vem e volta, mas nada que me atrapalhe.
Mas nada disso chega perto ao que o remédio me proporcionou: a capacidade de sentir prazer banal, no dia a dia, como ao ver um pôr-do-sol, ouvir uma música foda, ou comer algo gostoso. Hoje nem parece que eu tomo remédio. Faz parte da minha rotina: eu acordo, tomo meu comprimido, meu café, e sigo com o dia. Às vezes penso que deveria ter buscado um psiquiatra antes.
Claro que o tratamento é temporário. Eu sinto um pouco de falta de poder "curtir mais minha angústia" quando não tomava remédio, pois isso me ajudava a compor música ou escrever algo. Hoje me sinto melhor sabendo que estou mais pronto para terminar o tratamento (que demora no mínimo 6 meses, se não me engano até 2 anos). Também sei que, se voltar a ficar mal daquele jeito, tenho mais ferramentas para usar ao meu favor.
Se você está mal, não tenha vergonha de procurar um psiquiatra. Não coloque barreiras que não existem. Se você estivesse com febre, você iria no médico. Pode ser que sua depressão seja simplesmente uma reação física de seu corpo, e não uma mera falta de vontade (aliás, acho que nunca é, pois vontade de estar bem todo mundo tem). Até porque, uma pessoa com a vida 100% boa pode sofrer de depressão. Como falei, pode ser por algo idiota, como uma desregulação de seu corpo, algo hormonal, etc.
Pense nos remédios como uma rodinha extra numa bicicleta: ele vai servir de apoio para seu cérebro reaprender a andar sozinho, e, então, quando estiver pronto, vai poder andar ser as rodinhas.
Uma questão é que eu dei sorte. Um dos meu melhores amigos demorou uns bons anos para encontrar o remédio certo para ele. Ele tentou de tudo, várias terapias, e finalmente achou esse remédio (que é o mesmo que o meu, por coincidência), junto uma terapeuta de confiança. O cara até conseguiu assumir ser gay e hoje está namorando e feliz em um relacionamento, o que me deixa muito feliz.
Quando compartilhei essa história com outro amigo, ele confessou que estava tomando remédios para a ansiedade. Ele disse que era incrível poder sentir o prazer do presente ao andar de ônibus.
Comecei um trabalho novo em janeiro, e venho enfrentando altos e baixos por conta do isolamento da pandemia (não estar fazendo exercício vem ferrando com meu corpo). Mas sei que hoje tenho mais recursos para me cuidar. Ainda tomo remédio e faço acompanhamento psiquiátrico, e parei com a terapia pois não queria fazer online, embora eu ache que volte logo menos e faça por videochamada mesmo.
Enfim, espero ter ajudado alguém, ou ao menos estimulado a empatia, caso conheça alguém que esteja depressivo, ou com receio de começar a tomar remédios. Sempre fui muito mente aberta com muita coisa, inclusive terapia e psiquiatria. Mas ainda dava uma julgada com quem "parecia bem" e mesmo assim estava tomando remédio. Hoje vejo isso com mais empatia, pois nem todo mundo que parece bem está de fato bem. Quem sou eu para saber o que o outro sente, quando às vezes nem eu mesmo sei dizer o que sinto...
Se você tem algum amigo com depressão, ofereça seu apoio. Não julgue. Quando puder, insista na amizade. E não vomite suas próprias histórias. Não fale que "é falta de vontade", ou que é "frescura", ou que você conhece um "óleo essencial" para depressão. Às vezes a pessoa só precisa de alguém para desabafar, ou ao menos saber que você está lá para ela (como eu estive para esse meu grande amigo). Apesar de a tristeza poder ser um sintoma da depressão, depressão não é tristeza. Depressão é o oposto de vitalidade.
Por fim, deixo como dica de leitura o que acredito ser uma espécie de "guia definitivo" para a depressão (só não digo "definitivo" pois é uma área da ciência em constante evolução, e, CARAMBA, como eu sou grato por nascer nesta nossa época e não há 50 ou 100 anos, quando havia muito mais estigma e muito menos remédios...). Trata-se do livro O Demônio do Meio-dia, de Andrew Solomon. É um documento jornalístico que conta a história, em primeira pessoa, do escritor e sua luta para entender a própria depressão e a Depressão em si como doença. Nele há muito sobre questões emocionais, como os diferentes remédios funcionam, como a depressão afeta diferentes grupos de diferentes formas, etc. Foi o que me ajudou para ganhar conhecimento e lidar melhor com esse meu amigo (e, depois, lidar comigo mesmo). Esse mesmo jornalista faz um TED Talk muito bom aqui.
Obrigado a quem teve o saco de ler até aqui. Não sei se vou responder todas mensagens, mas tentarei. Se tiverem alguma dúvida, será um prazer tentar ajudar na medida do possível. Um grande abraço e tenha uma boa noite!
Edit: o remédio é Venlafaxina.
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2020.07.27 04:02 Enigma_Machine1 Odeio gatos

Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que, por mais que eu odeie/não me sinta confortável perto de gatos, eu jamais prejudicaria eles fisicamente, mesmo tendo muito vontade (erroneamente, claro - talvez vocês "entendam com o meu relato). Não é disso que o desabafo se trata.
Esse é um relato meio longo.
Eu nunca convivi com gatos. Sempre cresci com cachorros em casa, tive um que me acompanhou desde a época da escola até terminar a faculdade. Amei muito ele, hoje tenho outro, um resgatado, que amo muito. Sempre amei cães, passei mais anos da minha vida com cães do que sem.
Por ter rinite alérgia, eu nunca cogitei ter um gato. E, antes de conviver com eles, eu não sabia dessa minha apatia gigante por eles. Esteticamente, até acho alguns fofos etc, mas também nada demais, longe dessa "loucura" que algumas pessoas sentem por eles.
Passei a ter um convívio maior com gatos através de uma das minhas primeiras namoradas. Ela tinha 3 gatos. Eu era bem novo, ela morava em uma kitnet, então 3 gatos já era bastante coisa. No geral eles até que eram comportados, mas lembro que acabaram estragando algumas coisas minhas (mochilas principalmente) e isso me irritava muito. Sem contar a rinite, que me deixava ainda mais irritado, mas na época eu pensava que era por estar um cômodo de uns 25m2 no máximo, sem ventilação adequada.
Eu namorei pouco menos de 3 anos com ela e foi durante esse período que a minha irritação com gatos aumentou. Uma das gatas SEMPRE dava o jeito de fugir do apartamento dela pro corredor e pro jardim que tinha no prédio. Minha ex me ligava e eu tinha que ir correndo ajudar ela a pegar a gata que, eu não entendo, morria de medo quando saía da casa (pra quê sair então, né, porra?), então era foda pegar ela, se enfiava em cada canto filha da puta de alcançar.
Os outros gatos eram um pouco mais de boa, mas a quantidade de pelos que deixavam pelo apartamento dela era um absurdo. Nem passando aspirador 2x por dia parecia que fazia alguma diferença. Minha ex não ligava, mas me incomodava ver eles estragando todos os móveis que ela tinha. Era o box da cama todo arrebentado (mesmo eles tendo arranhador), não podia ter uma única peça de decoração sobre uma mesa ou estante pois sempre derrubavam e quebravam, tinha que deixar a tampa da privada sempre abaixada pois eles davam um jeito de subir nela e não conseguir sair (burros). Até na cozinha, eu queria preparar algo pra comer e tinha pelo em tudo, mesmo se a gente limpasse.
Eu não diria que minha ex dava liberdade total para os gatos, na verdade ela sempre foi pé no chão com isso, várias vezes se irritava com a encheção de saco deles também (pra dormir principalmente - como era uma kitnet, não dava pra deixar em um cômodo separado, então era 3 da manhã e vinham encher o saco pedindo ração sendo que a porra do pote tava 90% cheio).
Enfim, terminei com ela mas o ranço pelos gatos ficou. Depois disso só tive namoradas que tinha cachorros ou então nenhum pet. Avancemos alguns anos para os dias de hoje.
Estou namorando há quase dois anos, já tenho planos de morar junto com a minha namorada, nos amamos muito e nos damos super bem. Além da parte romântica, temos um companheirismo e uma amizade muito boa, sempre apoiamos um o outro. Claro que já tivemos brigas, eu tenho os meus problemas e ela os dela, mas nada que não conseguimos superar na base da conversa. O único problema é que ela tem 6 gatos.
Recentemente, passei uns 20 dias quarentenado no apartamento dela. Está longe de ser uma kitnet, mas pra 6 gatos eu considero um lugar pequeno.
Eu tive, é claro, todos os problemas com minha rinite, mesmo tomando remédios de 8 em 8 horas pra aliviar. Se os três gatos dessa minha ex davam trabalho, o dobro deles é muito, muito pior pra mim.
Gente, nesses 20 dias eu vi cada coisa que me irritou pra além do limite. Obviamente que não demonstrei isso, mesmo ela tendo plena noção que pra mim bicho é bicho, humano é humano (eu não mimo meus bichos, trato meu cachorro super bem, mas longe de mimar com coisas que acho frescura, tipo dar banho dia sim dia não, fazer comer só T bone australiano ao molho de ervas finas, essas merdas - ele come ração, petiscos e de vez em quando frutas, só). Eu estava na casa dela, regras dela. Só que por amar tanto gatos, e mimar eles, na minha opinião, ela dá carta branca pra eles fazerem o que quiserem, sem consequência nenhuma (nunca dá bronca, não impõe limites).
Somente durante esse período: um dos gatos resolveu afiar as unhas no meu tênis novo (só não estragou pois percebi logo nos primeiros dias e depois escondi - mas encheram eles de pelos em algumas horas, eu não sei como); um outro escolheu a mochila velha da minha namorada pra vomitar bem em cima, cheia de coisa dentro. E não foi pouco. Outro gato afiou as unhas na mochila novinha dela e já arranhou uma parte dela. Tinha literalmente acabado de chegar, ela só colocou no sofá por um instante pra arrumar outras coisas e foram lá estragar.Um outro gato você não pode nem se mexer que ele se assusta, sai correndo e derruba tudo o que vê pela frente.
Eu levei meu notebook pra poder trabalhar. Deixava ele guardado quando não usava, claro, mas enquanto trabalhava, faziam questão de ficar se esfregando nele, enchendo de pelo, queriam subir na porra do teclado toda hora, tiraram ele da tomada umas 3x enquanto carregava e um dia desligaram ele no meio de um trabalho (eu estava distraído e deixei o note uns minutos de lado).
De noite era outro pesadelo. Obviamente eu não deixava nem conseguiria dormir com a porta da suíte aberta, com os gatos circulando, pois a minha rinite simplesmente me mataria. Mas é só fechar a porra da porta que começam a raspar aquela merda. Era a madrugada inteira assim, sem contar aquele miado irritante pra caralho, incessante. Puta que pariu, eu juro que me dava vontade de abrir a porta e dar um chutaço no gato no calor do momento. Claro que não fiz isso, mas a vontade realmente existiu. Pior que nem assim acho que adiantaria. E sim, já tentamos de tudo. Aqueles produtos que supostamente repelem os gatos com cheiros ruins, arranhador, tudo - só não tentei adestrar pois não moro lá e, tirando a exceção da pandemia, eu só fico no apto dela aos finais de semana, ou então ela fica no meu, enão meu convívio com os gatos nunca passou de umas 48h, o que era suportável e não exigiria adestramento. Sem contar que acho que nunca vi na vida um gato que obedece o dono.
De manhã era sempre a mesma merda. Algum gato sempre deixava um vômito de presente em algum lugar da casa. No sofá, na cozinha, em cima da mesa. Parece que escolhem sempre o pior lugar possível pra isso.
Nem preciso falar como são os móveis da casa, não? Zero decoração pois derrubam tudo. Sofás arrebentados. Toda hora pegavam coisa do varal e derrubavam. Mesma coisa com toalhas nos boxes dos banheiros. Eu tinha que me preocupar com meu note toda hora, as vezes queria só pegar algo na cozinha e tinha que esconder ele só pra não pegarem.
"Pote de comida está semi-cheio, tendo ração pra caralho? Vou derrubar ele e espalhar ração pela casa pq quero ver ele cheio sempre. A caixinha de areia tem UM cocô? Vou ficar miando o dia inteiro até alguém limpar isso, pra depois eu sair andando e não fazer as minhas necessidades. Quer ir tomar banho? Vou entrar no banheiro com você, mas no mesmo segundo que você ligar o chuveiro, vou ficar enchendo o saco pra sair. Quer dormir? Vou ficar miando na porra da porta. Quer almoçar? Vou subir na mesa e ficar te batendo com a pata pra me dar comida, pra quando você oferecer, recusar, sair da mesa, voltar em 2min e pedir comida de novo. Abriu o armário pra pegar algo? Vou entrar aqui sem você ver, deixar que feche a porta, depois vou ficar miando e, quando perceber que ninguém vai me ajudar, vou começar a ficar com medo e tirar todas as roupas do cabide. Me pegou no colo pq tô faznendo merda? Vou te arranhar e morder pra caralho (unhas cortadas, pelo menos isso). Tá concentrado vendo TV/jogando/mexendo no pc? Foda-se, vou ficar na frente da tela e se me tirar eu entro na frente de novo. Tá de boas na cama/sofá? Vou pular em cima de você do nada ou te usar como apoio pra pular em alguma outra coisa, foda-se se te assustar."
E acho que o que mais irrita é que, nem mesmo com a minha namorada, eles parecem ligar. O máximo de afeto que eles dão é sentar no seu colo, e mesmo assim tenho as minhas dúvidas se isso é uma demonstração de afeto mesmo.
Eu não sei se é o número de gatos que me deixa puto, ou se eu suportaria se fosse apenas um. Mas na real, eu não consigo gostar desses bichos. Pra mim são seres filhas da puta, egoístas, burros (não aprendem/não querem aprender nada no sentido de adestramento), nem um pouco carinhosos, estragam absolutamente tudo o que você coloca pela frente, ou seja, você vive em função deles e não tem nada em troca, pelo contrário, só despesas. Na minha opinião, viver com gatos é viver em uma prisão onde você precisa satisfazer a necessidade deles 24h por dia.
A minha única tática que funcionou durante esses dias foi a seguinte: spray d'água e espírito de porco. Se eu via algum deles fazendo merda, já corria com o spray e borrifava na cara deles. Isso me dava uns minutos de sossego, pois eles se assustavam e ficavam num canto sem encher o saco. Tem dois gatos que eram os mais folgados (80% do que comentei foi obra só deles). O que eu fiz? Enchi mais o saco deles do que eles o meu. Pegava eles no colo a cada 2 min - coisa que eles odeiam - e ficava um tempo com eles assim, até começarem a miar que estavam irritados. Eu soltava, esperava eles se aconchegarem e pegava eles de novo. No final desses 20 dias, era suficiente eles me verem pra saírem do meu caminho. Se faziam merda, eu simplesmente aparecia na frente deles e eles saiam correndo. Fiquei satisfeito pois sei que consegui controlar um pouco eles sem violência nenhuma (o que é algo deplorável e eu jamais faria, mesmo o meu ódio por eles "pedindo" isso - eu não teria coragem).
Eu só penso que, a bem da verdade, nem isso seria o suficiente pra mim a longo prazo. Eu tive que entrar em um estado de alerta 24h por dia pra borrifar o spray/encher o saco deles e eu não conseguiria viver assim por muito tempo. Meu asco por gatos é tão grande que é só ouvir algum miado que já fico irritado.
Eu imagino que a maioria aqui vai falar que não é bem assim, que nem todo gato é assim. Pode até ser, mas todos os que conheci são esses infernos na terra. Todo amigo meu que tem gato tem alguma história do tipo. De quebrar coisas caras, de machucar pessoas, sem contar que gatos são extremamente nocivos ao meio ambiente, o que eles matam de pássaros e outros animais não é brincadeira.
Sei que cães também podem fazer coisas assim, mas cara, nem mesmo o cachorro mais "destruidor" que tive chegou nesse nível. O máximo que ele fazia era mijar em lugar errado e latir quando eu ia comer.
Enfim, fica aqui o meu desabafo. Deve estar meio desconexo pois escrevi no calor do momento, conforme ia lembrando das merdas que eles fizeram. Me sinto meio peixe fora d'água postando em um site que idolatra gatos, o reddit, mas está aí.
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2020.07.23 20:21 sugarparkjm Sobre ser gorda e ter hernia de disco

Olá, esse é meu primeiro post e estou aqui para fazer um desabafo sobre meu peso ao longo dos anos. Vou tentar resumir alguns acontecimentos. Esse post poder ter algum tipo de gatilho para certas pessoas(?)
Eu sempre fui gordinha a minha infância e adolescência toda, mas no primeiro semestre de 2009, quando eu tinha 16 anos, eu decidi que iria mudar antes de entrar na faculdade. Eu fiz uma dieta rigorosa, inclusive tinha cortado todo os tipos de carne da minha dieta, comia o mínimo possível e fazia caminhadas todos os dias. Eu consegui emagrecer o bastante para entrar dentro do "IMC normal", mas ainda sim não me achava magra. No segundo semestre de 2009 eu entrei para a faculdade de TI e arrumei um namoradinho lá. Eu continuava com a dieta até que um dia (outubro de 2009) eu desmaiei depois que voltei de uma caminhada, minha mãe me levou no médico, fizeram exames de sangue, mediram minha pressão, glicose etc. e o resultado foi: anemia e pressão baixa. Quando voltamos do médico minha mãe me obrigou a comer carne novamente, e desde esse dia eu voltei a comer "normalmente", pois ficava com medo da minha mãe me internar (ela tinha feito essa ameaça caso eu não voltasse a comer normalmente).
Em 2010 eu percebi que tinha voltado a ganhar uns 2 ou 3 kgs... Eai eu decidi que iria fazer algum tipo de exercício físico de alta intensidade, foi então que eu entrei pro karatê. Eu confesso que eu era viciada no karatê. Eu ia para os treinos TODOS OS DIAS. De segunda a domingo. Isso manteve o meu peso estável, mesmo eu comendo muito. Eu nunca fui de comer mal, besteiras e coisas do tipo. A questão aqui é eu sempre comi muito, desde criança.... Treinar karatê me fez ficar com o peso estável por todo o tempo em que eu pratiquei. E também me fez adquirir músculos e ter um corpo bonito.
Eu treinei karatê fielmente, do ano de 2010 até 2013. Eu era muito boa mesmo. Cheguei a pular da faixa branca para a vermelha, fui aluna destaque, ganhei campeonatos, viajei o Brasil por causa do karatê. Eu tinha amigos lá, e também cheguei a namorar um faixa preta no começo de 2012. Esse cara que eu namorei era muito manipulador, e eu descobri que ele me traia também. Mas eu perdoei e continuei namorando com ele. Ele foi o meu primeiro namorado que tirou minha virgindade e eu achava que iria casar com ele. Ele tinha hábitos alimentares horríveis e acabou que eu comecei a comer as mesmas besteiras que ele comia.
Em 2013 eu comecei a fazer academia. E eu lembro que um dia, ao trocar o treino com um dos instrutores (ele não me acompanhava, só estava lá para passar novos treinos), eu perguntei quantos kgs de peso era pra colocar no aparelho para fazer o agachamento Smith, e ele disse uma quantidade que agora não me lembro exatamente, mas sei que quando eu comecei a fazer o exercício eu percebi que era peso demais, eu logo falei pra ele que tava muito pesado e ele me olhou de cima a baixo, e disse pra eu deixar de ser frouxa e que eu aguentava. Eu fiz o exercício morrendo de dor na lombar e no joelho, e com certeza de forma errada, mas o instrutor não me corrigiu ou me auxiliou. Depois desse exercício não aguentei fazer mais nenhum outro e fui para casa. Depois desse dia minha lombar e meus joelhos nunca mais foram os mesmos. Eu parei de ir na academia e fiquei só no karatê, mas meu desempenho no karatê também diminuiu porque certos movimentos fazia minha lombar e meus joelhos doerem.
Me formei na faculdade no 1º semestre de 2013 e comecei a trabalhar em julho e com isso foi ficando mais difícil ir pro karatê como antes. Além de chegar cansada do trabalho, eu também tinha dores na lombar constantemente. E eu tinha voltado a engordar de novo. No final de 2013 eu já estava com 70 kgs, tinha praticamente largado o karatê, tinha dores na lombar recorrentes e estava num relacionamento infeliz. Nesta mesma época eu conheci meu atual marido (vou chamá-lo de M) pelo Facebook. Nós já tínhamos conversado antes, anos atrás, mas não tinha dado em nada.
No começo de 2014 eu fui no meu último campeonato de karatê e terminei esse meu relacionamento com o faixa preta e comecei a sair com o M. Depois desse campeonato eu nunca mais fui aos treinos de karatê (evitava também pra não ter contato com o faixa preta), e também não malhei mais em nenhuma academia. Eu fazia caminhadas com o M ou então andávamos de bicicleta.
A vida foi ficando mais corrida e eu tinha cada vez menos motivação/ animação para atividades físicas. Fui num ortopedista para ver a situação da minha lombar e dos joelhos. Em no final de 2014 fui diagnosticada com protusão (abaulamento) discal com compressão do nervo e condromalácia patelar.
Depois de 2014 a minha vida foi a mesma coisa: vai no médico, faz fisioterapia, melhora, faz atividade física, piora, ganha peso, vai no médico, faz fisioterapia, faz atividade física, piora, ganha peso… Eu passei muito tempo indo parar na emergência do hospital para poder tomar remédio na veia para dor. Fiz muitas sessões de fisioterapia. Comecei e parei exercícios físicos várias vezes durante esses últimos anos… Atualmente eu não como tanto como eu comia como quando eu estava no karatê, mas eu tenho ansiedade também e algumas vezes isso provoca uma compulsão alimentar lascada.
Acontece que atualmente eu já estou com quase 100 kg, o problema da minha lombar evoluiu para uma hérnia de disco com compressão do nervo, o que faz doer constantemente e piora muito quando eu estou estressada. Já perdi vários dias de trabalho por causa desse problema e eu sei que estar gorda piora e muito a situação. Eu sempre ouço dos médicos que eu tenho de emagrecer para não sobrecarregar os joelhos e melhorar (pelo menos um pouco) a dor na minha lombar. Mas eu não consigo mais emagrecer. Eu engordei 20 kg a mais do peso que eu estava em 2009 quando fiz a primeira dieta.
Ao longo dos anos eu tentei uma serie de dietas, eu emagrecia, mas depois de alguns meses voltava a engordar de novo e mais ainda. A anemia que eu desenvolvi em 2009 sempre volta de tempos em tempos. Desde aquela época meus níveis de ferro e hematócrito são baixos. Meu emocional também foi muito afetado nesses últimos cinco anos, sofri uma serie de problemas no meu relacionamento e traumas. Só de imaginar as dores que eu vou sentir quando fizer algum exercício físico já me desanima o bastante para extinguir a minha vontade de sair da cama.
Atualmente só de ficar sentada por mais de 30 min minha lombar já começa a doer (igual está doendo agora ao escrever esse desabafo). Eu me sinto horrível ao me olhar no espelho. Eu tenho compulsão alimentar e ansiedade. Eu não tenho o mínimo ânimo para fazer exercícios físicos. Eu sinto dor diariamente. Eu sinto falta do karatê. Eu sinto falta do corpo bonito que eu tinha.
Meu marido já deixou claro sua preferência em ver mais magra. Ele acha ruim quando eu como algo não saudável (e eu concordo que eu não deveria comer comida não saudavel, mas algumas vezes eu não consigo evitar, o que gera a situação deu comer escondido). Algumas coisas eu como para me sentir feliz ou como quando estou ansioda. Mas logo em seguida eu me sinto extremamente culpada ao comer. O que ocasiona em crises de choro logo após comer. Quando eu não choro eu fico com raiva de mim mesma, sempre seguido de angustia e tristeza. Meu emocional parece que está sempre numa montanha russa. Altos e baixos a cada simples acontecimento.
Eu fico pensando que ficar magra vai me tornar feliz...
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2020.06.21 20:43 Wooden_Statistician3 Tudo que falo só piora e só queria que voltasse a ser como era antes

Desabafo. Há alguns meses casei, depois de menos de um ano de namoro. Apressado? Com certeza. Mas as circunstâncias meio que pediam. Ela veio de uma família extremamente quebrada e tóxica. Vivia sozinha há alguns anos, dependendo de auxílios de faculdade, parentes que só sabiam reclamar de estar ajudando, etc. Ela tem depressão profunda, e não tinha nem como se tratar.
Quando a conheci ela estava namorando, mas um namoro só de fachada, pois na verdade ele era abusivo e não deixava ela terminar, sob ameças contra a própria vida por parte, e à vida dela por partes de parentes dele. Durante boa parte da sua vida, a chamaram de feia, estranha, etc. Na faculdade as coisas mudaram, e começaram a enxergar a sua beleza, ficou com vários, mas sua auto-estima baixou tanto ao longo da vida que ela aceitou namorar com essa cara, sem nunca de fato querer, e acabou presa nesse relacionamento por mais de 2 anos.
Eu só tive uma namorada, há mais de 10 anos, e um crush forte até alguns anos atrás, o qual acabou em inimizade total. Sempre percebi que não era interessante pra nenhuma garota, na aparência, e nunca tive qualquer desenrolar pra "chegar". Depois de namorar, tomei gosto, e tentava. Porém do meu jeito tímido e, claro, ineficiente. Anos disso me fizeram perceber que não havia porque eu ficar insistindo em "achar alguém", se fosse acontecer seria no dia-a-dia normal, ou quando eu realmente me melhorasse como pessoa. Foquei então na minha educação e no profissional.
Um dia ela, ainda em namoro abusivo, falou comigo pelo Whatsapp, tarde da noite. O meu racional dizia pra eu ir dormir, pois a pessoa responsável e profissional dorme cedo e acordar cedo (ou assim deveria, pelo que dizem). Mas algo me fez querer falar com ela, mesmo que ainda de forma um tanto fria, admito. Papo vai, papo vem. Como parecia ser só uma amizade, eu falei abertamente com ela, inclusive quando ela perguntou de relacionamentos/crushes passados.
Semanas depois, ela termina o namoro e diz que gosta de mim. Pela primeira vez em muitos anos volto a sentir aquilo que senti no primeiro namoro. E ficamos, e namoramos, e tudo foi muito intenso. E então casamos, para que ela pudesse ter acesso ao meu plano de saúde como dependente e tratar, principalmente, da depressão, pois várias noites a vi chorar pelo seu passado que ainda atormenta o seu presente: ela não consegue nem mais estudar e boa parte das tarefas domésticas ficam pra mim. Mas havia tudo pra melhorar, não havia? Infelizmente, tudo mudou um dia.
Ela acordou e disse que sonhou que eu falava que eu achava aquele meu crush forte (Fulana) de alguns anos antes mais bonita que ela. Depois de algumas horas, como se perguntasse algo banal, ela perguntou se achava mesmo. O problema: eu considero a Fulana bonita, mesmo nível, mas o sentimento que existe é pela minha esposa e, obviamente, ela me é "a mais bonita". Mas ela não aceitava esse tipo de resposta, ela queria que eu respondesse de forma crua. Eu, que sempre procuro ser honesto, correspondi. Como considero as duas de mesmo nível, foi difícil. Conseguia lembrar de momentos onde uma estava mais bonita que outra, mas não chegava a "vencer". Uma certeza eu tinha, e continuo tendo, minha esposa tem a maior capacidade, ou seja, consegue ser a mais bonita. Mas ainda assim minha resposta não foi suficiente: ela dizia que eu estava enrolando, com medo de dizer a verdade. Não entendi do que deveria ter medo afinal, pra mim, a resposta mais direta e crua não fazia a menor diferença nos meus sentimentos para com ela. E, se eu estivesse raciocinando direito eu teria percebido a armadilha bem ali na minha frente, mas eu caí nela quando ela novamente exigiu a resposta direta e crua: ou ela ou a Fulana. E eu falei a Fulana.
E, de repente, ela começou a me atacar. Dizendo que eu acho a Fulana "linda e maravilhosa" e ela feia (quando pra mim ambas tão no mesmo nível, e pra mim ela vai ser sempre a mais bonita, pois é ela que eu amo). Que meu sonho era que tivesse dado certo com a Fulana, mas que ela foi o que deu (quando ela, e somente ela, que conseguiu reacender meus sentimentos, mesmo quando tudo dizia que não valia a pena sonhar com isso (afinal ela tinha namorado, etc.). Eu tentava explicar meus sentimentos, mas nada adiantava. A frustração, a angústia tomou conta e então, a raiva. Raiva de como algo que estava morto no passado, voltou pra me assombrar. Raiva de que algo completamente irrelevante no meu presente, e portanto nosso presente, estava ali, destruindo nosso casamento. Pois ela começou a querer ir embora, anular casamento, se separar. E na tentativa de melhorar as coisas, eu sempre piorava. Acabei falando palavras (que pra mim não teria tanto significância se ela dissesse), mas infelizmente pra ela tinha: disse que ela estava sendo "idiota" por insistir tanto nas afirmações desses ataques e desconsiderar completamente o que eu sinto e falava. Só estava tendo "amenizar" a situação, segundo ela. E que no fundo, eu queria alguém """melhor""" que ela.
Isso foi uma tarde. Ela eventualmente parou quando percebeu o quão mal eu estava. E claro que eu estava. A pessoa que eu amo e por quem eu faço tudo, praticamente "inventou" um motivo pra me atacar. E daí que numa análise crua e racional, naquele ponto específico da história, a Fulana havia "vencido" no concurso de beleza entre as duas. Grande bosta. Minha esposa continuava sendo bonita, e pra mim e meu amor, a mais bela. Era ela que realmente havia gostado de mim, era ela que quis casar comigo, era ela que me acompanhava nos filmes de sábado à noite, era ela com eu me via vivendo pra sempre do lado. E de repente, parecia que nada mais disso iria se tornar realidade e por quê? Por algo que nem ao menos mudava o que eu sentia em relação a ela e nunca iria.
Durante o final da noite, eu tentei dormir, mas não conseguia. Tentei assistir vídeos de "como lidar com a pessoa amada em depressão". E ela começou a chorar do meu lado, muito. Larguei o vídeo, abracei-a. E ali as gentes se aceitou novamente. Ou assim parecia, porque poucos minutos depois, ela pergunta, inocentemente, se eu acho minha irmã mais bonita que ela. E o fato é, se eu dissesse que não seria uma bela duma mentira, e mesmo que eu achasse, ela diria que eu estava falando aquilo só pra agradar. E eu, O idiota, achando que estava tudo bem de novo, respondi que sim. E novamente ela começou a me atacar. E POR CAUSA DA MINHA IRMÃ!?
Atualmente eu me considero forte pra aguentar essas coisas, mas não dava mais. Ela quebrou minhas defesas com esses ataques. E tudo que ela me falava soava como "EU TE ODEIO". E eu aceitei esse ódio dela, pois, afinal, ela devia estar certa. Eu sou uma pessoa com 30 anos, aparência ok, mas que não tem amigos e só teve uma namorada antes dela. É óbvio que tinha algum problema, o problema de que eu era detestável. Eu sempre tentei demais ser prestativo e tudo mais, mas quando o assunto são sentimentos eu nunca consegui transmitir isso. Abraço minha mãe quatro vezes ao no: aniversário dela, o meu, dia das mães e natal. Sempre um abraço bem "desengonçado". Eu noto isso, mas sempre foi assim, e eu não sei mudar. Eu sei o que eu sinto, mas minha demonstração é e sempre vai ser insuficiente. E por isso todos ou acabam por me detestar ou se afastar de mim. Mas eu realmente pensei que com ela seria diferente.
Alguns dias se passaram e as coisas até foram melhorando. Até que cai tudo de novo. Ela conta pra uma pessoa, que mal conhece, que eu achava que ela na praia não ficava tão bem quando dentro de casa. Sim, eu havia falado algo do tipo, quando no começo da discussão ela pedia pra eu ser mais direto. Oras, ela tem umas manchas, gordurinhas a mais, etc. do que a fulana. Eu me sinto menos bonito do que um cara que não é assim, mas nem por isso me acho feio, ou ache vou sempre ser inferior. É só eu cuidar disso. E se não cuido, é porque tenho outras prioridades. Da mesma forma com ela. Não acho ela feia, nem menos bonita, só relatei o óbvio. E se ela não quiser cuidar, ou não conseguir cuidar, não é problema pra mim. Eu casei com ela pelo pacote completo. E assim como eu, ela também vai com o tempo perder pontos na aparência. E assim como eu, espero que ela ainda me ame, ainda me ache bonito, com eu continuarei amando ela e achando bonita. Mas não importa eu falar isso. Pois ela quer sempre dizer que tudo isso que eu falo é balela, enrolação, agrados, etc.
Pelo meu jeito detestável de demonstrar sentimento ela perdeu totalmente a confiança nos meu sentimentos, a ponto de nada o que eu falo valer mais. Ou talvez, no fundo, ela espera que eu seja pra sempre tão bonito quando ela acha atualmente, e quando eu não foi mais, ela vai me trocar por alguém que envelheça melhor. Mas se eu falo isso pra ela, ela bate o pé pra dizer que pra ela é completamente diferente, que o sentimento dela é real, mas que o meu? O meu é de mentira, porque assim ela decidiu. E ela ainda diz que eu mereço alguém ""melhor"". Mas o fato é, que ela se estiver certa, o que eu mereço é desaparecer. Pois o meu eu que ela odeia, é o único eu que existe. E se ela não é capaz de amar esse meu eu, e insiste em brigar, está mais que na hora de ela admitir o que está bem na frente dela: ela não me ama. Não mais. Só espero que não tenha sido nunca. Porque pior que ver tudo se destruindo e não poder fazer nada, pois nada do que eu falo impede, pelo contrário, piora, e ficar calado não é opção, então que pelo menos não tenha sido tudo uma mentira.
E hoje ela do nada veio falar que tá com medo de engordar, pois, segundo ela, eu falei que iria querer outra se assim acontecesse. Eu nunca falei isso, assim como nunca falei outras coisas com as quais ela vem me atacando. Mas o pouco que eu digo, se transforma num muito na cabeça dela. Eu não aguento mais. Eu peço pra ela parar, mas ela insiste em, nas palavras delas, "me colocar contra a parede pra botar as verdades pra fora". Mas do que adianta isso, quando ela já decidiu o que é verdade e o que é mentira? Nada, e por isso eu só queria que ela parasse. Que não pelo amor que ela supostamente sente por mim, mas pelo menos em consideração a tudo que eu fiz por ela.
Pois agora eu já não sinto nada. Um nada que não me permite nem ao menos dizer o que sinto por ela. Mas enquanto eu quero acreditar que ainda amo ela, ela insiste. Eu novamente pedi pra ela parar, e afirmei que não sei mais se gosto dela, mas que se ela realmente me ama, ela tinha que parar, e me deixar sentir novamente. Mas meu medo é que ela continue (ela está passeando com uma amiga nesse momento), pois se ela continuar o pior vai acontecer. O amor vai virar ódio. A vida vai virar morte. Figurativamente (apesar de temer, e muito, que aconteça literalmente para ela).
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2020.04.06 22:34 S0LAVANC0 Estou perdendo pessoa que amo, mas eu não deveria me importar

Estou namorando já faz algum tempo, é minha primeira namorada e nos damos bem, acho ela linda, nunca brigamos, discutimos pouquíssimas vezes e nossas famílias se gostam. De um tempo pra cá, venho notando que ela está cada vez mais distantes, anda com outras pessoas, e está mais fria, não diz mais que me ama, e isso vem me deixando cada vez mais triste, porém não deveria.
Embora ela seja uma pessoa gentil, carinhosa, eu nunca tive a sensação se segurança, estabilidade, sempre me senti mais uma pessoa na vida dela, e nada mais. Ela sempre anda com outros caras que eu não gosto (tenho motivos pra isso) e ela sabe disso e caga totalmente para o que eu acho, as vezes ela fala do ex dela, de pessoas que ela já ficou, e do quanto ela acha outros caras "gostosos", e ela as vezes parece que tem vergonha de mim. Ela meio que me traiu, ela beijou uma menina na minha frente mas pra ela isso é algo normal, "é coisa de amiguinhas", obvio que não gostei, mas engoli a seco.
Já conversei com ela várias vezes com ela que essas coisas que ela faz me magoa muito, mas ela simplesmente não liga, e continua fazendo. Embora tudo isso eu gosto muito dela, não queria ter que terminar, sei que ela mais me faz mal do que bem, mas não consigo não ligar, não me importar, deixar ela pra lá, e isso está torturando muito meu psicológico.
ME SINTO UM PUTA GADO FROUXO QUE NÃO CONSEGUE SE AMAR MAIS DO QUE AMA OS OUTROS
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2020.01.08 08:07 Bloodao Paixão por uma personagem fictícia.

Olá, esse é o segundo site em que posto isso, por mais que seja um tanto vergonhoso pra min, sinto que é nescessário, por favor se você acha esse título uma brincadeira ou uma fanfic, pelo menos não comente nada pra não piorar minha situação, irei contar como tudo começou desde o primeiro dia.

Naquele dia eu estava jogando tranquilamente, e chega uma mensagem no meu celular, eu abro e é meu amigo, me recomendando um anime, eu curto animes e ultimamente tem sido o meu hobby além de jogar, então eu fui ver, pra quem assiste bastante animes, provavelmente já deve conhecer,Rascal Does Not Dream of Bunny Girl Senpai, ou só pelo nome curto que as pessoas chamam normalmente, Bunny Girl Senpai, e bom, eu assisti o anime inteiro e achei maravilhoso e incrível, creio que tenha sido o melhor anime da minha vida inteira, depois de terminar o anime assisti o filme do anime, que também é espetacular, depois disso eu fui continuar meu dia normal de férias, jogar ou assistir mais anime, mas eu tavo sentindo um peso enorme, e eu não sabia o que era, e eu ficando confuso comecei a entrar em pânico, tentando descobrir o que estava me causando essa agonia, esse frio na barriga absurdo, então sem querer eu descobri, quando eu pensei em uma das personagens do anime, eu cai em lágrimas, tinha acabo de descobrir que estava apaixonado por uma personagem fictícia, me refiro a Mai Sakurajima, ou apenas Mai-San, e eu estava tentando achar uma solução e me veio a cabeça ''eu posso ficar tranquilo, isso é só uma apaixonite por uma personagem, obviamente não vai durar nada ou algo do tipo'', emfim.... aqui estou eu, com um belo tempo passado, e já estou ficando com medo de me sentir assim pra sempre, pode parecer muito exagero, afinal estamos tratando de algo impossível, mas eu realmente percebo que estou apaixonado por ela, ela conseguiu ser perfeita aos meus olhos, provavelmente não só aos meus, isso que me deixa ainda mais furioso, além de ser uma personagem, ou seja, é algo que nunca conseguirei, se por um acaso eu conseguisse, eu não seria o único, pode parecer egoísmo mas é o que eu sinto, eu cada vez só sinto mais afeto por ela, eu realmente à amo, eu percebo isso por que um dia eu já fiquei apaixonado por uma garota, e senti as mesmas coisas, e eu só consegui esquece-la por que ela realmente parou de existir pra min, eu não lembro dela mais, e quando eu lembro não sinto mais nada, provavelmente muitos de vocês que estão vendo esse texto vai tentar responder que esse é o exemplo mais forte de que eu vou um dia quem sabe esquecer a Mai-San, mas pra min esse é o exemplo mais forte de que eu não vou esquecer, por que pra esquecer uma garota que eu praticamente não tinha contato nenhum com ela, quase não a via, foi um inferno, imagina pra uma personagem, que é algo que aparece toda hora, ainda mais ligada a tantas coisas importantes pra min, por exemplo, quem me recomendou o anime foi um dos meus melhores amigos, pra min ele é uma pessoa inesquecível, e o anime foi o melhor que já vi na vida, então também é inesquecível, eu já não sei o que fazer, muitas pessoas também podem falar que eu só estou apaixonado por ela ser uma personagem bonita, mas a personalidade dela pra min é a melhor do mundo, eu não consigo acreditar que exista algo assim, uma pessoa tão boa e doce, que se preocupa com você a ponto de largar o trabalho que estava fazendo em outro país, pra viajar até você pra te confortar, talvez possa existir várias pessoas assim, mas eu queria me casar com ela, queria dormir com um abraço quente dela, e pensar nessas coisas só aumentam meu amor por ela.

Eu sou um cara muito realista, nem um pouco utópico, reconheço o que é impossível, e talvez por isso eu esteja mais triste do que deveria estar, eu sei que não vou consegui-la, e isso me dói muito, acho que é a dor mais forte que já senti, superou até a que eu senti na morte do meu avô.

Não sou uma pessoa triste, não vivo dizendo por ai que quero cortar os pulsos nada do tipo, e como eu já disse essa sensação não é nova pra min, já que já senti isso um dia, eu fico com um ódio de mim mesmo por ter me apaixonado por uma personagem de um desenho japonês, kkkk me da até vontade de rir, mas a tristeza bate muito mais forte por culpa de todos esses fatores, eu não vou esquece-la, e nunca vou ter ela junto comigo.

Eu realmente agradeço você que leu tudo isso e que provavelmente quer me ajudar, eu não sei o que fazer, e não sei o que quero que aconteça no meu futuro, já que uma parte de min que esquece-la, pra acabar com esse sofrimento que estou sentindo, mas a outra parte quer que eu lembre dela, essa parte quer ser utópica, a ponto de ter esperança de um dia eu me juntar a uma personagem de desenho, eu não sei como eu deixei isso acontecer (me apaixonar por uma personagem), mas eu me culpo todo dia por isso.

Antes de terminar queria dizer que se você for responder uma frase pra me ajudar que seja do tipo: ''fale com seus pais sobre isso, eles são as melhores pessoas pra conversar com você'' ou ''tente achar uma pessoa igual a ela, tanto em aparência (apesar de ser impossível pois além dela ser perfeita rsrs... ela é uma personagem de anime) quanto em personalidade''. Digo pra não responder isso pois se eu falo pros meus pais sobre isso, e que foi assistindo anime que aconteceu, eles vão cortar minha assinatura com o site de animes, pois pra assinar foi uma luta, já que meu pai havia ouvido rumores de que adolescentes/jovens estava se suicidando e coisa do tipo por causa de animes, e assistir animes está sendo meu hobby principal, é o que eu mais gosto de fazer. E pela parte de encontrar alguém parecida, por que eu não vou ficar com uma garota apenas por que ela parece com uma outra pessoa que eu gostaria de estar namorando, além de ser ruim pra min, em questão de eu estar sendo egoísta e deixando a garota triste por isso, eu vou estar apenas aumentando as esperanças de que um dia eu tenha ela.
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2019.12.01 22:08 mathgod88 Comportamento humano

Galera o seguinte, conheci uma menina ano passado no final do ano e começamos a sair, passamos a virada juntos e conversavamos todos os dias sem falta, éramos amigos mas sempre ficávamos e tinha esse afeto, eu fui na casa dela várias vezes jantar e assistir filme, ela veio na minha e quase sempre saíamos final de semana e continuamos por meses até que..
ela conheceu um garoto na faculdade que gostava dos mesmos desenhos que ela e eles começaram a conversar até que ela me disse que eles haviam ficado, eu fiquei triste, mesmo sabendo que não estávamos namorando eu esperava que ela tivesse mais consideração, afinal ela ficou com esse menino 1 semana depois de termos transado pela primeira vez, e eu tentei conversar com ela sobre isso , disse que não gostava e tal e quase terminamos amizade, eu senti que já tinha perdido ela mas mesmo assim continuava conversando, até que estávamos conversando e decidimos sair, foi legal e tudo e quando cheguei em casa disse que dps das férias ela provavelmente iria falar com o menino denovo e eu não ia ficar tiltado, ela disse que não estava falando com ele e que ela se irritava quando recebia mensagem dele, então ficamos próximos denovo e ela deu ideia de namorar, durou 2 meses, estávamos tão bem como amigos e nesses 2 meses de namoro ela foi se afastando e eu percebendo tentei conversar, ela não queria de jeito nenhum, perguntei se era outra pessoa e ela disse que não e simplesmente chegou a um ponto que ela se irritava comigo por qualquer coisa, eu sempre tratei ela bem, tentava motivar ela e me importava muito mas ela simplesmente falou que não queria mais, apesar de eu não ter feito nada e a mudança foi tão repentina que fiquei espantado e fiquei no pé dela correndo atrás pra tentar entender o porquê daquilo, ela é bissexual e disse que queria uma garota mas que pegava homem por ser mais fácil, mas também ela disse que não escolhia por quem ela tinha interesse, ela dizia que eu tinha sorte, depois disse que todos os homens são ratos nojentos e essas coisas foram acumulando sabe, eu não podia mais passar a mão na cabeça e eu também sabia que ela não gostava de conversar sobre, amor, relacionamento e tal, pra ela parece que foi um passatempo.
Eu atribuo isso ao fato do primeiro namoro dela de 4 anos, o cara terminou com ela e ela nunca superou, nas próximas relações dela, ela sempre terminou desse jeito e como eu sabia disso, continuei tentando fazer ela conversar e ver que nem todo homem é assim, só recebi patada e por algo bobo que eu disse sobre computação, ela disse, "você é muito estranho, não quero mais falar com você ", pra mim foi uma desculpa idiota e depois disso eu ainda tentei mas ela me bloqueou no WhatsApp, Instagram e twitter, a última coisa que ela disse foi que já estava saindo com alguém e perguntou se eu estava feliz..
antes disso ainda eu expliquei meu lado pra ela, éramos amigos, dps ela teve ideia de namorar, e dps virou nada, sendo que não houve nenhum evento catastrófico, ela disse que entendia mas que não se importava, eu tinha cuidado para contribuir com a felicidade dela dia a dia para acumular e ela me amar mais, enfim.. fui na casa dela e peguei as coisas que eu tinha dado, a mãe dela mandou mensagem em seguida perguntando oque estava acontecendo e falei pra ela, amanhã ainda irei conversar com a mãe dela enquanto ela estiver na faculdade, o fato é que evidências apontam que ela ficou tão mal pelo relacionamento que falhou que ela de alguma forma programou a mente dela para não se importar com nada, não é só em relacionamento, uma das respostas favoritas dela é "não sei" e isso me frustra, não existe nenhum esse ser humano que pode ser insensível a tudo, no final sempre queremos alguém que nos trate bem, que nós de confiança e segurança e que se importe de maneira mútua, então eu não consegui quebrar o gelo dela, ela tem que querer também mas pelo jeito ela vai ficar daquele jeito por muito tempo, alguém já passou por isso ?
Ps: ainda estou triste com tudo mas já acostumei, terminamos há uns 2 meses, disse pra mãe dela que gosto do pessoal ainda e não estou com raiva de ninguém, ela disse que não está com raiva de mim também mas agora eu sinto que não posso fazer nada, queria ajudar ela a entender as coisas, tem 19 anos a criança
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2019.07.09 12:18 lipherus Íbis — Capítulo I

Bom dia, é a primeira vez que escrevo em primeira pessoa e gostaria de opiniões. =)
“A voz dos deuses e escolhida de Thot. No começo, era apenas uma Oráculo. Depois, uma bruxa queimada na fogueira do deus pagão. Espírito vagante sem salvação. E agora, protegida pelo crepúsculo Retorna aos braços d’Aquele que sempre a amou. Sob as asas d’Ele, ela se abrigou. E descansou.”
O pequeno e singelo poema cortou o silêncio do salão. Eu estava trêmula e ofegante, pois estava atrapalhando a palestra do meu professor e a grande oportunidade de sua carreira. Os estudiosos olhavam para Heru e depois para mim, à espera de alguma cena dramática que não aconteceu. Ele apenas desceu do palanque e me alcançou, sorrindo e igualmente trêmulo ao tomar o papel de minhas mãos. Murmurou agradecimentos e disse estar surpreso com a tradução, porque aquelas palavras deixavam explícitas que os antigos egípcios eram capazes de prever o futuro. Prometeu uma conversa sobre o papiro depois e pediu que eu me retirasse, mas não sem antes me agradecer de novo. Ao fechar a porta, explodo em lágrimas emocionadas e cansadas. Traduzir o poema foi um trabalho árduo de quase quatro anos, para no final descobrir que Thot havia se apaixonado por uma mortal e enterrou seu corpo em uma tumba sem glamour. Ele queria que sua amada permanecesse anônima, mas que ainda soubessem a quem pertencia. Ela não tinha um nome e sequer corpo, todavia sua existência estava cravada nas paredes de pedra do sarcófago. Levanto-me orgulhosa e volto para o laboratório, à procura de mais pistas sobre os amantes. Havia algo que ainda não tinha visto nas marcas e, mexendo em alguns pertences, um pingente em forma de meia lua cai no chão. Não sou perita em metais preciosos, mas sei que seguro algumas boas gramas de ouro puro. Procuro por escritos no verso da peça, e nada encontro, salvo os hieróglifos que remetiam a Osíris e Thot. Um presente para o deus do submundo? Depois de catalogar o colar, volto minha atenção aos textos até sentir dor de cabeça e sentar na cadeira. — Nailah, o professor Heru te chama no salão de convenção. Engulo em seco e vou até ele, esperando uma bronca por ter interrompido a palestra. Porém, ao entrar, fui recebida por salvas de palmas fervorosas. Ele me abraça e pede que explique aos demais sobre a descoberta, já que o mérito da tradução é todo meu. Sinto um misto de vergonha e emoção, porque Heru não tomou os créditos para si e deixou que eu, uma mera assistente, falasse aos melhores profissionais do mundo por horas a fio. Ele ficou ao meu lado para explicar alguns termos que não conheço, simplificar perguntas e traduzir algum outro idioma que não entendo. Ao terminar, pude respirar. Estou tão cansada que é difícil manter os olhos abertos e pensar, mas eu ainda preciso falar com ele. Despeço dos outros por alguns minutos e Heru me abraça de novo, sugerindo um jantar antes de irmos para casa e dormir. Aceito e nós fechamos o laboratório depois de pegar algumas coisas. "Sob as asas d’Ele, ela se abrigou.” É engraçado como essa frase ecoa na minha cabeça quando estou andando lado a lado com Heru. Eu o conheço há quase dez anos e nunca deixei de me sentir protegida e iluminada por sua presença. Ele é alto e imponente, com a pele tão preta que é quase avermelhada, e olhos espertos e pretos. Mas, basicamente, Heru Monterrey é um cachorro grande e bonachão que ladra e não morde. É muito fácil deixá-lo magoado e à beira de lágrimas, se quer saber. E eu amo ver esse lado sensível e frágil do meu professor, pois o torna humano e acessível. Ninguém imagina que um pesquisador de renome como ele é coração mole. — Eu encontrei isso. — entrego o colar em suas mãos. — Estava perdido no meio dos papéis. Parece que é uma oferenda a Osíris e Thot. — Ou uma oferenda de Thot para Osíris? Coço a cabeça e suspiro. — Não tinha pensado nisso. — confesso. — Nailah, você está esgotada e eu acho que deva tirar umas férias. — ele toca no meu rosto. — Eu estou pensando em dar um tempo também, podemos viajar juntos. — Quem convida é quem paga, viu? — empurro ele com meu ombro e sorrio. — Seria uma bênção poder dormir até tarde. — Pode ficar com a lua. Pego o colar e olho pra ele, chocada. Sabe-se lá de quando é a oferenda e Heru estava entregando casualmente pra mim, como um pingente comprado numa loja qualquer. Abro a boca inúmeras vezes, mas nenhuma palavra decente sai dela e só me limito a levantar as tranças pra facilitar o trabalho dele. Heru me julga por um tempo, ajeita e mexe no colar até deixá-lo bem em cima do meu coração e ficar satisfeito. — Tem certeza? — murmuro. — Isso é da sacerdotisa e não quero que Thot venha me assombrar. — Se Ele deu pra amada d’Ele, acho que não ficará bravo se eu der pra minha, não acha? Abaixo os olhos, subitamente tímida. Nós sempre brincamos com nossos colegas, que consideravam-nos namorados, mas ele nunca falou tão sério quanto aquele momento. Mordo meus lábios e seguro sua mão, sem dar resposta, mas deixando claro que se aquele é o sentimento dele, então é recíproco. Às vezes palavras não ditas fazem mais efeito do que aquelas expressadas aos quatro ventos. — Comida japonesa? — Heru pergunta para quebrar o gelo. — Depois umas doses de anti-histamínico pra não morrer de alergia? — Combinado. Saber que ele é apaixonado por mim tanto quanto sou por ele fez um bem danado pra minha auto-estima. Se antes e em algum momento da minha vida achei que não era bonita ou capaz, estava completamente enganada. Ouvir dos lábios dele que minha inteligência e devoção foram fatores cruciais para que ele se interessasse, tornou-me tão inchada quanto um balão. Depois, Heru começou a enumerar minhas qualidades físicas e só parou quando eu estava com a cara quente e prestes a surtar. Eu sou brasileira e me orgulho disso. Meu país tem os problemas dele, assim como os Estados Unidos também têm, mas nunca pensei que estudar na Unesp ia me levar até onde estou. Lembrei das noites acordada estudando infindáveis textos, das vezes que quis desistir e da minha felicidade por ter sido aprovada na faculdade que ele dá aula. E passei a amar meu corpo em forma de pera, os cabelos trançados e coloridos e, acima de tudo, a cor da minha pele. Antes tinha um grande tabu comigo mesma, por ser preta e ter uma posição de destaque, mas conforme fui aprendendo na faculdade e com a vida, percebi que estar ali é um mérito do meu esforço triplicado. No final da noite, eu e Heru transamos e dormimos juntos. Foi o momento em que eu o vi mais vulnerável, conheci cada cicatriz de seu corpo, os problemas que tinha, as marcas... Tudo. Ele se entregou completamente e assim também fiz, mostrando-lhe as feridas que tenho da época em que me afundei em depressão e cortei meus braços e pernas. — Bom dia. — ouço seu preguiçoso resmungo enquanto ele aperta minha barriga. — Agora posso morrer em paz. — Quer parar com isso? — começo a rir e abro meus olhos. — Bom dia. — Eu sempre quis apertar sua, como é que você chama? Pança. — seu português falho é particularmente adorável. — Eu amo essas dobras, sabia? — Heru! Para, sua mão tá gelada! — Tá bom, tá bom. Permissão pro abraço? — Concedida, senhor Monterrey. Enquanto ele toma banho, vou preparando o café da manhã. É inconsciente, mas eu checo minha barriga e conto as dobrinhas, três no total, pensando em como Heru pode achar aquilo interessante. Ouço seus passos ecoando pelo corredor e me viro para olhá-lo, namorando a cena do homem enrolado na toalha e molhado ainda. Ele se aproxima e ajeita a lua, jogando as tranças sobre meus peitos para tapá-los e evitar que eu pegue mais friagem. Seguro sua mão em meu rosto e fecho os olhos, sorrindo como a trouxa que sou. — Vai querer viajar? — Onde pretende ir? — roubo um selinho dele antes de servir a mesa. — Não vai entregar o artigo científico sobre a tradução? — Não está escrito em lugar algum que sou obrigado a trabalhar durante minhas férias. — ele dispara. — Pensei em alguma praia, sei lá. — Negão desaforado. — acerto a colher de pau na cabeça dele. — Praia é muito clichê e eu não sou muito fã do frio. — Patroa difícil de agradar, viu? Sento ao seu lado e começo a rir. Ele está tão à vontade que até parecemos casados há eras, e eu só sinto que vou desmanchar de felicidade. Nós conversamos um pouco mais sobre a tradução e Heru corrige o inglês, reclamando do quanto sou ruim para escrever. Tal afirmação me ofendeu um pouco, já que escrevo fanfics durante minhas folgas e nem formado nisso ele é. Começo a julgá-lo em silêncio e ele percebeu que tinha me magoado, em seguida pediu desculpas atrapalhadas e disse que ama minha escrita. — Como você imagina Thot de personalidade, Nailah? — Meio parecido com você, mas muito mais apaixonado pelo trabalho. Ele foi um carinha muito ocupado, até ajudar Osíris no submundo ajudou. — acendo meu baseado e deito no sofá enquanto Heru escreve no computador. — Curou o olho de Hórus quando Seth arrancou, depois ensinou magia para Ísis poder reviver o marido, luta contra Apófis quando Amon-Rá traz o sol... Tudo isso e ele ainda fez o calendário e desenvolveu os hieróglifos. — Você tem uma admiração enorme pelos deuses, hum? — A mitologia egípcia é linda, se me permite dizer. Tudo é tão conectado e diferente ao mesmo tempo... A gente não sabe nem um terço do que eles acreditavam e criavam. — E a sacerdotisa? — Não tenho uma imagem dela. — ofereço o cigarro pra ele. — Mas deve ser alguém de personalidade parecida com a de Thot, porque ela pegou o cara pelo colarinho mesmo. Uma pena que não seu nome em lugar nenhum, ia ser muito interessante conhecê-la melhor para entender como funciona esse lance de deuses e amores mortais. — Você viu isso? Sento no colo dele para ler o artigo de um colega nosso, o qual afirmava que Sekhmet e Anúbis tinha um relacionamento secreto. Para mim e meu conhecimento, a afirmação é errada pois eles eram deuses sem sintonia alguma. Ela é a deusa da guerra, tão furiosa que Rá precisou enganá-la com vinho para acalmar seu frenesi sangrento. Já ele parece ser mais pacato e melancólico, servindo fielmente ao propósito do julgamento da pena e à proteção da mumificação. Parecia impossível imaginá-los juntos. Ao terminar de ler, porém, comecei a ter minhas dúvidas sobre o que conhecia até então. — Será que existe algum documento que prova essa teoria? — Antes de Osíris ser quem é, Anúbis tinha o mesmo papel que ele. — Heru contestou ao soprar a fumaça na minha nuca. — Se Sekhmet matou os homens através de sua ira, é bem provável que tenha o encontrado durante a caminhada. — Mas tem uma teoria que diz que Sekhmet é uma face de Hathor e Bastet... Será? — Em Mênfis, ela foi esposa de Ptah e mãe de Nefertun até Mut e sua Tríade tomar lugar e ela passar a considerada como a própria Mut. Nossas informações são bem escassas e temos várias ideias do que pode ou não ser. Cada região tinha seu próprio mito, quem sabe o Richard esteja certo e apenas olhando para outro lugar que não vemos? Deixamos a discussão pra lá quando pegamos fogo levados pela maconha. Quando paro pra pensar nisso, me sinto um pouco culpada por levá-lo ao mau caminho, apesar dele ser bem mais velho que eu. Mas a erva funciona como uma válvula de escape para nós e não é algo que fazemos sempre, resumindo nossas brisas às escavações e trabalho. Pela primeira vez desde que fazemos isso, é que nos preocupamos em elevar a coisa para um nível mais pessoal e físico. Eu namoro o rosto distraído dele e lembro de tratar os arranhões que deixei em suas costas, ouvindo-o dizer coisas em árabe que não fazia nem questão de traduzir. Heru levanta-se num supetão e vira o meu colar, anotando os hieróglifos em um papel improvisado e resmunga ao voltar a deitar. Já sei que tenta entender a oferenda e pronuncia as palavras em sequências variadas, até fazer sentido. Toco em seu lábio para fazê-lo se calar e me aninho em seu abraço. Só hoje, querido, não falemos em trabalho. Roço meu nariz por seu rosto quadrado e reclamo da barba áspera, mas sinto-me protegida por seus braços e mãos sempre geladas. Heru beija a minha testa e desenha com os dedos na minha bunda, me fazendo rir. Ele se lembra de me agradecer pela tradução de novo e mais outras vezes, reforçando o quão honrado se sentiu por me ter como sua assistente, amiga e agora parceira. Confessa que estava a um passo de desistir do texto e eu, novamente, rogo-lhe que não falemos de trabalho. Mas meu amado professor não está contente e me implora para que façamos um artigo sobre Thot e sua amante ao voltarmos de férias.
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2019.03.14 19:50 Multi-Skin Me ajudem, eu só quero que alguém leia sobre minha vida, eu to cansado de não ter voz. (Eu digito toda semana aqui, mas sempre apago antes de postar)

Eu (22~33 M) sempre fui uma criança quieta, as outras debochavam de mim por eu ser alto demais e desengonçado (puberdade precoce). Por não ter dinheiro as outras crianças não queriam brincar com o garoto sem brinquedos legais.
Me apelidavam de bunda-mole por conta do meu corpo, foram centenas de dias que as crianças da vizinhança passavam na frente de casa e gritavam isso.
Meu pai nunca ligou, pra ele era tudo besteira, principalmente os jogos, quadrinhos e desenhos que eu via enquanto passei minha infância e adolescência sendo um pai pra minha irmã. Ela cresceu pra ser bem problemática, mas sei que fiz meu melhor como uma criança cuidando de uma criança. Cozinhei, penteei o cabelo dela, ajudei com os deveres, brinquei, limpei a casa, dei minha infância pra ela poder ter uma .
Eu acabei introvertido não por opção, isso me afeta até hoje, eu quero atenção, mas não quero atrapalhar ou sentir que alguém está incomodado.

-----Primeiro trauma-------
Aos 8 anos de idade meu pai me obrigou a fazer parte dos escoteiros, queria que eu fosse como as outras crianças, que brincasse mais com os outros, ele me olhava e falava de um jeito que me dava certeza que ele iria me bater se eu não fosse pra lá.
Foi lá, em um acampamento que acontecia longe da cidade uma vez por ano, que um rapaz mais velho (acho que 11 anos) ficou rindo e apontando pra mim enquanto eu tomava banho no final da tarde(o chefe dos escoteiros me obrigou assim como outros garotos).Eu demorei pra sair pois não queria que ninguém me visse, quando eu achei que estava sozinho ele jogou minhas roupas no lixo de fora e me trancou nesse banheiro. Ninguém veio me procurar até a hora da madrugada, foi quando um velho abriu a porta e abusou de mim. Quando amanheceu eu peguei minhas roupas do lixo e fui pra onde o grupo estava, ninguém sentiu minha falta.
Eu demorei quase 20 anos pra contar isso pra alguém, pois eu achava que meu pai ia me bater.
Meu pai ficou muito bravo e debochava de mim toda vez que me via vendo desenho, jogando games ou fazendo algo que não envolvia outras crianças, ele mesmo me chamava de bunda mole.
-----Meu pai sendo babaca pra variar----Uns meses depois eu estava com 9 anos e ele me colocou em aulas de natação, eu amava demais, meus antepassados todos tinham algum histórico com natação, eram medalhas de campeonatos ou eram marinheiros e isso me dava muito orgulho. Semanas depois eu estava a sair da piscina quando o mesmo rapaz dos escoteiros chegou até a beirada e ficou rindo de mim. Eu nunca mais voltei lá e nunca expliquei o por que. Meu pai teve um ataque cardíaco de tanto me xingar gritando.
Desse ponto em diante ele acostumou a me chamar de cavalo e chamar de merda tudo que eu fazia e ele não gostava.
Quando tinha 10 anos por problemas respiratórios (já fiz 3 cirurgias e meu sistema respiratório ainda consegue puxar apenas metade do ar que uma pessoa puxaria na respiração) e o doutor perguntou se eu praticava esportes, eu falei que gostava muito de andar de bicicleta, meu pai me cortou e debochando falou "esse daí? só se for pra exercitar os dedos no 'joguinho'". Essa fala dele tinha sido a mais carinhosa em meses, isso soou ainda mais doloroso pra mim.Anos se passaram e ele sempre falava isso pra todo mundo. Perguntavam como eu estava e ele respondia "só nos joguinhos", ignorando se a pessoa tinha perguntado das minhas notas, da saúde, da felicidade. Eu joguei ainda mais, não queria ficar nem perto da sala onde ele ficava vendo TV depois do trabalho.
-----Pai babaca, a saga continua---------
Passei um ano internado em um hospital que ficava em outra cidade pra tentarem identificar a razão e perigos do meu crescimento, eu tinha 11 anos, mas com corpo de adulto. Me lembro de chorar muito quando não recebi visitas no dia das crianças e vi apenas minha mãe no meu aniversário. Meus pais trabalhavam demais pra nos sustentar, eu sempre apreciei isso.

Com 11~13 anos comecei a me soltar de novo, minha irmã me convidou num dia qualquer pra sair um pouco da frente do PC pra andarmos de bicicleta. Eu deixei um jogo baixando, era Pokemon Sapphire pra gameboy advanced, e fomos pedalar.Foi bem divertido, mas depois de algumas voltas a chave de casa estava caindo do meu bolso, no que eu fui segurar a minha bermuda engatou na bicicleta e eu rolei morro abaixo, batendo com a nuca no meio fio. Minha irmã foi chamar meus pais, eu estava sentado, sem falar nada, com uma camisa totalmente vermelha, já que o sangue tinha coberto cada pedaço da camisa branca que eu usava.
Até hoje eu não tenho memória disso, mas me falaram que eu entrei no carro do meu pai e fomos até o hospital, falei normalmente e tudo mais.Minha memória tinha ficado muito bagunçada por conta do corte e da pancada que por poucos centímetros não tinha pego o cerebelo.Felizmente não sentia dor, mas não me lembrava dos rostos de ninguém, era algo que demorou um mês pra normalizar, fiquei internado por uma semana, meu pai não acreditava nisso e só falou"Se você tá com problema de memória, qual o jogo que você deixou baixando?"Eu respondi corretamente e ele assinou os papéis pra sairmos de lá.

-----Minha liberdade e minha mãe---------

Eu me fechei ainda mais e passei o tempo estudando e jogando, recebi vários prêmios de aluno exemplar durante todo o período escolar.
Em paralelo minha mãe que era meu exemplo de vida, uma pessoa certa, calma, gentil, um ser humano divino.
Com 16 anos saí de casa pra estudar em uma federal, eu sentia nojo de receber ajuda dele, mas pelo menos tinha minha liberdade. Minha mãe era muito preocupada e me ajudou muito a encontrar um lugar perfeito, um lugar meu.Eu senti o gosto da vida pela primeira vez, consegui uma namorada e perdi o foco na faculdade, minhas notas foram péssimas.
Meu pai me ligava frequentemente pra cobrar o acesso ao sistema de notas, me xingava pelas notas baixas.Ela percebeu e começou a falar que eu precisava estudar pra ir junto com ela fazer intercâmbio. Eu me esforcei ao máximo, estava melhorando aos poucos.
-------Segundo trauma e depressão--------
Resolvi trazer ela pra conhecer meus pais. Meu pai a odiou por ela ser um pouco acima do peso. Grampeou todo o computador dela e pegou fotos de outro cara que ela me traia quando ia visitar a família dela, nada NSFW, só ele sem camisa. Ele não a afrontou, mas me mostrou tudo. Eu não acreditei, falava que era só amigo. Ele chegou ao ponto de mostrar a gravação de áudio que tinha feito escondido com um gravador de nós dois transando, falando que ela só falava que me amava mais que tudo quando estávamos transando.
Essa coisa toda me deixou enojado e voltei imediatamente pra faculdade. Lá contei tudo pra ela, que ameaçou processar meu pai por invasão de privacidade. Depois de muita conversa continuamos juntos.
Eu peguei um voo que custava o valor que eu tinha pra comida do mês, só pra poder fazer uma surpresa de aniversário pra ela. Fui bem recebido, passei uns dias na casa do irmão dela.
Depois de um tempo ela se abriu pra mim e falou que não só me traiu, mas como também desde pequena transava com o próprio irmão e o cachorro dele. Eu duvidei, mas ela me mostrou mensagens e fotos, vomitei na hora, sujei todo o chão, só me lembro dela atravessando a rua uns minutos depois e falando que estava com medo, eu estava em fúria não só por ela, mas por tudo que já passei.
Eu não sei o que deu em mim, algo quebrou dentro da minha cabeça, sentia vontade de me lavar, me sentia sujo, não aguentava mais se fuder a esse nível, ao mesmo tempo não sentia nada.
Desenvolvi depressão profunda, a linhagem da minha mãe tem tendências a depressão extrema, mas era tão profunda que passou do ponto de querer se matar, eu só vivia, não sentia mais nada. Pra piorar comecei a ter ataques de pânico constantes.

---------------Felicidade a caminho---------

Anos passaram, e através de um post sobre coisas geek no facebook encontrei a garota perfeita, ela morava na cidade vizinha, ficamos noivos mesmo depois que eu me mudei de volta pra minha cidade natal pra tentar fazer outro curso. Ela não veio junto e não me traía, era pura demais, acredito até que tinha síndrome de Peter pan, o mundo era muito fantasioso pra ela. Ela vivia como uma adolescente na casa dos pais, nunca saía de noite, não gostava de festa ou bebida. Eu chegava a incentivar ela a tentar sair com outra pessoa, pois não achava justo que ela ficasse ligada a mim com toda essa distância. Ela sempre disse não a isso, sempre falávamos por video depois do trabalho e antes de dormir (ela trabalhava até tarde em um shopping longe da cidade).
--------Terceiro trauma---------
Ela me deu muito apoio mesmo quando minha mãe me contou o motivo de estar cada dia mais estranha, ela se dopava de remédios por ter depressão e ter traído meu pai com um cara que passou aids.Meu chão caiu, a única pessoa que eu ainda confiava cegamente não só como amiga, mas como exemplo a seguir, traiu a confiança do meu pai. Ele que era um animal deu todo apoio e sempre se manteve no lado dela. A situação de virtudes, valores e ações tinha se invertido, meu pai era quem tinha feito o certo. Isso nunca me desceu a garganta, mas foi a última gota pra eu entender que todo mundo é humano, comete erros, sem exceção.Foi nessa época que eu tive que aprender que não podia deixar minha mãe sozinha, foram várias tentativas de suicídio.

-----------Ato final, nada muda---------
Eu mesmo cometi um erro e me envolvi com outra pessoa sem contar pra minha noiva, ela sabia que eu precisava de muita atenção e ela propôs um relacionamento a três, deu muito certo e durou uns 2 anos.
Nos separamos no aniversário de namoro apesar de ter certeza que ela era a pessoa da minha vida, eu cometi o erro de cobrar demais dela, exigir visitas mais e mais constantes, estava me tornando chato e forçando ela a se mudar, abandonar a família que vivia em outro estado.

Não senti que era certo continuar com a terceira pessoa, pois as coisas só lembrariam de como era antes, eu me enterrei no trabalho e quando chegava em casa me dopava pra dormir.
Como minha irmã era grossa e não tinha muito papo comigo, minha mãe estava sempre dopada de remédios, cheguei pro meu pai e desabafei
"Pai, já vi minha mãe tentar se matar 5 vezes, na última eu ainda estava com a minha ex, mas estava depressivo, eu não sentia nada, eu vi minha mãe sangrando pelos pulsos, chamei uma ambulância e fui comer um sanduíche.Agora não estou com a pessoa que mais me apoiou na vida eu não consigo nem mesmo passar um segundo fazendo o que eu gosto.
Não consigo ler, não consigo ver filmes, não consigo nem jogar. Eu adoro meus jogos.
Eu só estou muito cansado da vida, não tenho propósito, eu só queria ter paz e ser amado por quem eu sou. Eu sei que tem coisas que são reflexo do que eu faço, mas tem coisas horríveis que acontecem comigo desde pequeno e eu não posso fazer nada pra evitar isso."A resposta dele foi "que bom, te falei que essa coisa de joguinho era só passageira".
Liguei o carro e saí.

...
Agora estou namorando alguém que a carreira gira em torno do social, odeia qualquer coisa geek.
Pra ela tudo que eu falo é drama, tudo que eu sinto é bobeira, tudo que eu preciso é fútil.É tóxico, mas eu preciso disso pra ficar com o pé no chão e não me deixar ser arrastado pela depressão, eu prefiro fazer de conta que tudo isso não é nada do que ficar me remoendo todo dia.
Ainda sim eu fico muito triste de perder o sabor das coisas que me faziam feliz.

Só minha mãe, em um momento de lucidez, ficou sabendo dessa história, toda semana eu digito de novo aqui e sempre apago tudo antes de postar.
EDIT:Obrigado pelos comentários dando forças, eu realmente precisava disso.Atualmente estou com a depressão bem controlada, mas precisava demais matar esse silêncio.Outro dado é que meu pai tem idade pra ser meu avô, por isso não sinto raiva, só fico indignado com pensamentos tão brutais.
Minha família é minúscula, não tenho tios ou avós vivos, isso gera mais ansiedade e stress quanto ao futuro, pois não tenho como dar suporte financeiro ou presencial suficiente pra minha mãe, pai, ou irmã caso aconteça algo com eles.
Eu ainda tenho dificuldade em ver que todos são humanos e que não posso ficar com medo das coisas ruins acontecerem.O pensamento de fracasso ou vergonha me aterroriza por conta de ter sido moldado na base de confiar em algo, acabar sofrendo e ainda por cima ser humilhado por estar sofrendo.
Por anos eu me cortava na parte interna das coxas pra ninguém ver, eu não queria chamar atenção, eu não queria morrer, eu queria me punir por não conseguir fazer as coisas melhorarem.
Até pouco tempo eu me socava e batia até quase desmaiar, não pelo mesmo motivo, mas por não conseguir ter voz e permitir que os outros fizessem o que quiserem comigo.
Atualmente ainda jogo alguns jogos, músicas, leio livros , mas aquele pensamento de "você tá jogando essa merda, seu cavalo" fica sempre preso.
Também estou sofrendo pra terminar a faculdade, mas aos poucos vou melhorando esse aspecto da vida também.
Infelizmente não tenho como pagar por tantas consultas de um/uma psicó[email protected] quanto eu preciso, ano passado uma profissional me ajudou muito a lidar com tudo isso, não dói tanto quanto antes, mas é difícil deixar tudo no passado.


EDIT2:Vi que alguns estavam achando falso demais a parte do irmão e tal, vou colar a minha resposta aqui
Eu queria que fosse, isso estragou minha libido por um ano inteiro.
Eu demorei pra ligar os pontos, mas pelo que deu pra sacar a mãe dela era prostituta e ela teve influências fortes.
A sexualidade aflorou de forma errada.Ela contou que o lance do cachorro não era constante, mas o irmão era desde quando eles tinham 10 anos, coisa doentia de cidade de interior. O pai expulsou ela de casa por um tempo quando ela era adolescente depois de flagrar os dois.
EDIT: Agora lembrei que tenho certeza que foi o fato dela falar um pouco da mãe dela pro meu pai que desencadeou o pensamento de "essa deve ter puxado a mãe" no meu pai e causado toda essa investigação dele.
Meu pai trabalhava na área de informática assim como eu trabalho hoje em dia (eu fui fazer federal pra tentar fugir desse ramo só pra não ter nada a ver com meu pai, mas dá pra ver que não deu certo), ele manjava bastante de computador.
Quando eu tinha uns 14 anos, moleque, pesquisei uns vídeos de BDSM no xvideos, no dia seguinte ele me puxou pra conversar sobre as mulheres não serem objetos e muitas vezes não concordarem com os desejos sexuais.

Eu deixei de boa, deu uma semana e eu vi outro vídeo desse, ele de novo me chamou pra ter uma conversa desse tipo.Não cometi o erro de novo, virei o PC até achar o keylog que ele tinha colocado, criei outro usuário (eu não ia ser burro de tirar o keylog pra depois ter que me explicar pra ele).

E não é que o cara tinha aqueles bypass de senha que você dá boot...

Não é a toa que eu aprendi pra caramba com ele, nessa parte de computador meu velho era fera e eu devo muito a ele.
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2019.02.15 04:47 throwaway901xm Namorei um menino pela internet por 6 anos sem nunca nos vermos pessoalmente. Tô aqui lembrando os piores momentos.

Meio longo, mas preciso desbafar.
Ele era da minha cidade, amigo de um parente meu, mas se mudou pro exterior. Quando ele já tava fora do país há alguns anos, esse parente nos apresentou pela internet porque sabia que gostávamos das mesmas coisas e tal. Isso foi por volta de 2011. Então eu sabia que ele era quem ele era já que tínhamos alguém em comum em nosso círculo social. Éramos muito parecidos. Não tínhamos experiência nenhuma sexual ou romântica, gostávamos de muitas coisas similares. Ele era poucos anos mais velho que eu, mas em geral era como se tivéssemos a mesma idade (eu tinha 19 e ele 22).
Enfim, depois de muito conversar a gente começou a gostar um do outro e resolvemos namorar. Ele jurava que viria me ver "logo que possível" mas nunca arrumava um trabalho. Não era 100% culpa dele, ele tava em desvantagem porque não fez cursos nem terminou a faculdade. Mas enfim, ele procurava pouco, e quando recebia um não, ficava cada vez mais desanimado. Foram uns dois anos assim. Minha família era contra, eles eram muito religiosos e queriam que eu casasse com algum menino religioso da igreja deles e não com alguém que eu conheci na internet e vivia do outro lado do mundo. Então eu acabei tendo muitas brigas em casa pra parar de falar com ele. Eu era maior de idade, eles só eram puta controladores mesmo. Eu era louca por ele, mas nada dele vir me ver. Eu pegava no pé pra ele ir atrás de um emprego pra gente poder se encontrar, mas não dava pra fazer muito assim tão longe dele. Sustentado pela mãe, era fácil pra ele se acomodar. Só jogava videogame e ia pra academia...
Enfim, nessa enrolação toda eu resolvi começar a faculdade. Ele meio que fez um pequeno escândalo porque tinha ciúmes já que minha rotina iria mudar dramaticamente, mas eu fui assim mesmo.
Ele tinha um dinheiro economizado (bastante por sinal) e ele resolveu comprar um cachorro de raça. Simplesmente do nada. O cachorro foi tão caro que dava pra ele ter comprado a passagem pra me ver. Eu estava esperando há anos pra vê-lo e aí ele, desempregado, gastou todo o dinheiro num cachorro chique. Se queria ter um, por que não adotar um já que nem dinheiro ele tinha?
Isso enfraqueceu nosso relacionamento e terminamos. Sentia que ele me amava mas ele não tomava atitude nunca.
De vez em quando ele aparecia do nada pra dizer como tava feliz e abençoado, blá blá blá, que agora ele bebia e era cool. Arrumou um emprego e ficava se gabando que ele iria se mudar pra outro lugar e finalmente viver longe da mãe dele. Um dia ele pegou e me disse que não era mais virgem. Me bateu muito ciúme. Perguntei com quem tinha sido, que eu pelo menos esperava que tivesse sido com alguém que ele gostasse. Aí ele me diz que ele pagou uma prostituta. Que foi em várias na verdade. E que ficou com outra garota por aí. Doeu, mas era a vida dele. Jurei nunca mais falar com ele já que ter ciúme me fez perceber que não tinha superado totalmente.
Passou um ano e pouco. Um belo dia um de nós fez aniversário, não lembro bem se ele ou eu, e voltamos a nos falar. As semanas foram passando e fomos nos reaproximando. Fui idiota pela milésima vez e reatei com ele. Parecia uma maldição porque novamente ele estava desempregado. Fora isso, ele estava tendo problemas com o visto dele. Ele já morava lá há anos mas o fato de estar desempregado há tempos fez com que ele perdesse o visto. Implorei pra ele voltar. Nessa época eu estava recém formada, mas já tinha um trabalho onde eu estava há um bom tempo. Eu disse pra ele que a gente poderia construir nossa vida, que bastava ele vir.
Bom, ele tinha síndrome de vira-lata e só falava mal de brasileiro. Mesmo vivendo de forma ilegal onde estava, queria ficar lá porque "brasileiro é horrível" e tudo era motivo pra ele falar mal do próprio país apesar de assistir novela da Globo todo dia porque a mãe dele comprou o canal internacional. Apesar de ter família no Brasil, pessoas que estavam prontas pra o acolherem, ele não queria vir por birra e preferia ser pego pelas autoridades e forçado a voltar de forma humilhante do que vir por contra própria.
(Falar mal do Brasil e do brasileiro era hobby pra ele. Ele falava umas mil vezes por dia apesar de ser brasileiro e ter cara de brasileiro, e família 100% brasileira. Gostaria de adicionar aqui também que, apesar de pardo, gostava de se dizer branco e ficava ofendido quando qualquer pessoa dizia que ele era moreno. Ele também gostava de dizer como eu era branca, então acho que ele tinha algum problema sério com a pele dele e país de origem).
Nessa época ele descobriu que pegou herpes. Vai saber de quem, mas ele achava que não era das prostitutas e sim da garota com quem ele ficou. Ele ficou super triste e quis terminar comigo. Não deixei, mas foi outro baque pra mim.
Lembro que o povo começou com a onda do vape nessa época e ele quis comprar um com dinheiro que a mãe dele deu pra ele. Ele falou pro vendedor que não era fumante mas queria comprar mesmo assim. O vendedor falou pra ele não comprar e disse que não valeria a pena. Acredita? O próprio vendedor que tá lá supostamente pra vender qualquer coisa pra trouxa, disse pra ele não gastar. Quando ele me contou essa eu quis meter minha cabeça na areia.
Sem emprego, deprimido, síndrome de vira-lata. Agora com uma DST. Eu sabia que não iria mudar, não iria.
Terminei com ele. Mesmo sabendo que era o melhor pra mim, chorei muito. Foram longos anos juntos. A mãe dele me mandou mensagem e me ligou várias vezes pra dizer como ele tava sofrendo. Acho que ela gostava muito de mim porque sabia que estávamos juntos há anos e que eu estava ouvindo as promessas sem pé nem cabeça dele desde o fim da minha adolescência. Eu gostava dela, mandei doces pra ela algumas vezes.
O tempo passou. Conheci alguém novo de forma super casual, online também. Mas esse daí não perdeu tempo.
Ele era estrangeiro, mas pegou um avião pra me ver no Brasil assim que decidimos que queríamos nos ver. Foi um sonho. Um dia nós decidimos que queríamos ficar juntos de vez. Resolvi me mudar com ele. Hoje esse homem é meu marido, e eu sou muito feliz com ele.
Logo que eu me mudei o meu ex tentou falar comigo. Me ligou aos prantos porque descobriu que eu tava com alguém e que tinha viajado. A mãe dele entrou em contato comigo também, praticamente pedindo satisfação porque eu tinha desistido de vez do preguiçoso. Disse que o filho era um anjo, um amorzinho... Ela era religiosa pra caramba, então contei pra ela alguns dos podres dele porque na hora eu estava chateada porque eles estavam me perturbando. Falei que ele tinha ido atrás de prostitutas durante o tempo que ficamos separados, que tudo bem porque a gente não tava namorando mesmo na época, mas que eu queria que ela soubesse que ele não ficou chorando no quarto quando terminamos. Que no primeiro término ele tinha vivido e curtido, e que faria o mesmo dessa vez. Claro que ela não acreditou e disse que ele provavelmente só falou isso pra me deixar com ciúmes. Ok. Depois que nos despedimos, bloqueei os dois. Foi um grande alívio apesar de ter sido um momento um pouco triste. Foi o final de um capítulo muito longo pra mim.
Enfim, é isso. Tava pensando aqui em tudo o que rolou e queria colocar pra fora. Doeu tanto na época. Tanto mesmo. Eu fiquei com ele durante anos muito formativos pra mim. Eu sonhei muito com ele e em muitos momentos eu acreditei no amor dele, mas faltava atitude. Sempre faltou atitude. Às vezes eu me sentia idiota por estar esperando sozinha por tantos anos, mas eu não queria dar o braço a torcer. Não queria jogar tudo pela janela porque foi muito tempo e esforço que eu coloquei nesse relacionamento falido. Esperei por tantos anos pra ele vir me ver, pra nos encontrarmos... E no fim ele não veio. Quem veio foi outra pessoa, alguém que não só FALOU que me amava, mas DEMONSTROU isso diversas vezes, sem que eu precisasse fazer qualquer tipo de pressão. Lembrei que várias vezes ele fazia pressão emocional em mim pra que eu largasse tudo aqui e fosse atrás dele, mas eu não queria fazer isso porque queria ver iniciativa da parte dele. Pelo menos essa burrice eu não fiz, o preço teria sido alto.
E no fim das contas quem viajou fui eu, pra um país completamente diferente, enquanto ele provavelmente ainda está lá onde morava, com o seu cachorro chiquérrimo vivendo com a mãe dele e fugindo das autoridades que querem mandar ele embora e tentando esconder de si mesmo que ele é, como eu, um BR no exterior. A vida é engraçada.
Termino esse post com um obrigada a qualquer um que tenha lido este desabafo. Me sinto melhor agora, foi bom colocar tudo isso em palavras.
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2018.10.23 00:26 L0rDarK Hoje percebi que ainda sou um trouxa

Bem, como me explicar? Sempre fui um cara que se apaixonava fácil e passei todo o fundamental/médio apaixonado por garotas que nunca tive nada. Tive um ótimo relacionamento que durou dois anos, e agora faz um ano que chegou ao fim.
Depois disso, resolvi que não ia mais ser trouxe, por melhor que tenha sido o relacionamento, agora eu queria curtir somente, não digo isso no sentido de sair pegando geral, mas de não apegar. Bem, estava funcionando perfeitamente... Até que ela apareceu!
Estuda comigo na mesma sala, uma 9/10 (talvez 10/10 se eu não tivesse bolado com ela) loira de olhos verdes. Começamos a conversar sem interesse, chamei ela para sair (sem segundas intenções) e ela recusou por ter medo de rolar algum clima e ela não conseguir se controlar (quando ela disse isso eu fiquei: ?!?!?!?) O tempo passou e o interesse da minha parte foi surgindo, mas como nunca tínhamos oportunidade, aquilo foi aumentando cada vez mais, até que chegou meu aniversário e ela disse que íamos fazer alguma coisa para comemorar (eu nunca faço nada no dia).
Saímos para comer hambúrguer artesanal e ficamos conversando por horas, até que eu percebo que era a oportunidade, que eu precisava agir agora ou ia perder a chance de ficar com ela. Era agora ou nunca!
Bem, o problema começou aí...
Depois do hambúrguer, tomamos um milkshake que estava doce pra caralho e meu estômago não aceitou, mas tudo bem, ignorei e bora que bora! Fomos para o carro com o intuito de ir embora e o momento era aquele, precisava agir. Você deve estar pensando: então você foi e beijou ela, né? Então jovem, eu devia ter feito isso, mas não, pela primeira vez na vida (e espero que a última) eu betei! Várias coisas causaram o que se segue, mas posso listar as principais, como o nervosismo pelo momento, a ansiedade pelo beijo que esperava a meses, a pressão por ter que tomar uma atitude, a dor de barriga imensa que o maldito milkshake me deu. Eu simplesmente fiz o clichê de filmes de adolescentes e comecei a falar sem parar, narrando o que queria fazer no momento. Sério, sinto vergonha até de escrever isso, mas tentem imaginar a cena, ela parada me olhando sem entender e absolutamente calada e eu lá, nervoso pra caramba e tentando fazer alguma coisa.
No fim o beijo rolou, foi simplesmente uma MERDA, não tinha sincronia nenhuma, foi um completo desastre! E quando chegamos na casa dela, não aconteceu de novo.
Ficamos sem falar sobre isso por algumas semanas, até que ela diz que não iríamos ficar mais, mas que gostava muito de mim e que não queria perder a amizade. Eu tentei entender o porque daquilo, mas ela não quis conversar.
Obs: ela é do interior e por ter vindo para uma capital estudar em uma universidade, resolveu que precisava sair pegando geral para “ter história pra contar” (palavras dela)
No fim eu percebi que não ia ter como acontecer de novo e decidi que era melhor me afastar para não sofrer por algo que não existe (oba! Alguma coisa aprendeu né?!)
Isso aconteceu a 5 meses e desde então temos pouco contato, nunca conversamos sobre e ficou por isso. Segui minha vida normalmente e nesse tempo já conheci outras garotas e tive experiências ótimas com elas, por mais que aquela vontade de ficar com ela de novo para poder “fazer direito” ainda exista (vulgo orgulho ferido), eu não pretendia fazer mais nada com relação a isso.
Bem, hoje na faculdade, vi ela sentada com o macho dela, está namorando a pouco mais de um mês pelo o que sei, é no momento que vi ela com o cara, senti um puta ciúme! Não aquele ciúme que normalmente as pessoas alimentam, é bem no subconsciente esse. Me vi rindo sozinho por sentir isso, nunca pensei que poderia ser trouxa com alguém que não é nada pra mim, ainda mais depois de ter decidido que iria me afastar para que nada do tipo acontecesse.
Enfim, fui trouxa e aparentemente ainda sou kkkkk’ Será que um dia eu consigo aprender com a vida?
Desculpem o texto gigante, mas nesse momento agora, a única coisa que consegui fazer foi rir e escrever o episódio.
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2018.02.16 01:56 antoniobrasileiro Sem direção...Fui traído.

Senta que la vai textão: Faz 10 anos que estou casado com minha esposa. Temos um filho de 10, namoramos pouco tempo, ela ainda era virgem, e eu já tinha vivido outros relacionamentos, (temos uma diferença de 7 anos). Quando descobrimos que ela estava gestante resolvi que casaríamos, confesso que logo no início eu apenas gostava dela, mas sabia que ela era uma pessoa boa de coração, eu já estava cansado de badalação, queria encontrar alguém pra compartilhar uma vida. Então conversamos, disse que estava disposto a casar com ela, e ela aceitou. No início foi muito difícil a convivência, pois sou um cara que gosta das coisas certas, às vezes até demais. Ela cresceu vendo sua mãe ser auto suficiente, de maneira que quando pedia pra fazer algo diferente, de outra maneira, ela achava que eu queria mandar nela, botar ordem. Nunca foi minha intenção, eu apenas queria orientá-la para que as coisas não dessem errado. A família dela é bem humilde, isso nunca foi problema pra mim, porém ela acha que minha mãe não queria que casasse com ela, acha que minha mãe sempre fala algo pra tentar machucá-la, e sinceramente tenho certeza que não é isso. Mas enfim, a questão é que vira e mexe acabamos tendo brigas por conta disso, e o mais engraçado é que a briga é por causa da minha família, que ela começa por conta desses achismos, às vezes porque acha que a madrinha do nosso filho (minha irmã) está mimando demais ele, dando muito presente fazendo as vontades. Graças a Deus as brigas que eram por nós mesmos diminuíram bastante. Eu nunca a proibi de nada, mesmo! Eu sempre a deixei fazer e comprar oque ela queria . Temos uma vida confortável, meu trabalho apesar de ser necessário que esteja constantemente viajando remunera bem, com isso ela nunca precisou trabalhar. Mas ela não é dondoca, de só ficar em casa sem fazer nada, ela me ajuda muito cuidando da casa, e agora tomando conta do negócio que montamos (guardando dinheiro) quando estou fora. Depois que nosso filho fez dois anos ela quis fazer faculdade de educação física, eu dei o maior apoio pra ela. Lá no fundo eu sabia que a desgraça viria deste curso, eu nunca disse isso a ela. Enquanto ela estava fazendo o curso eu nunca desconfiei de nada, com exceção de uma vez que ela disse que ia pra faculdade, aconteceu um imprevisto e tive que ir lá pegar ela. O campus da faculdade é bem grande, eu sabia quais eram as salas que ela tinha aula, mesmo assim eu não a encontrei. Liguei várias vezes o telefone só chamou, quando eu já estava voltando pra casa, ela me ligou, disse que estava na parada de ônibus próximo. Perguntei onde ela estava, ela disse que estava no laboratório, e eu realmente não tinha ido lá, já que não sabia onde ficava. Em 2015 sofri muita pressão no meu trabalho, pois minha empresa estava prestes a perder um importante contrato, e além disso tinha conseguido uma vaga muito difícil em curso que me possibilitaria ascender em minha carreira. Como a instabilidade na minha empresa estava crescendo, isso significava que teria que arcar com todas as despesas sem trabalhar durante 6 meses. Pra completar o cenário, a crise veio com força, e começou a surgir histórias de que o curso seria cancelado. Fiquei uma pilha de nervos, pois ficaria desempregado, não faria o curso e sem perspectiva nenhuma de emprego, pois na função que estava não apareciam vagas. Confesso que nem eu estava me suportando às vezes, eu transferi um pouco dessa pressão pra ela. No final de 2015 fui demitido, e no início de 2016 saiu a resposta que eu mais esperava, o curso seria realizado! Fiquei um pouco aliviado, mas a crise se aprofundou na minha área, e as vagas que apareciam para posições superiores também minguaram. O curso seria realizado em uma cidade onde conheci minha primeira namorada, porém, ela já não vivia mais lá, morava em uma cidade no mesmo estado porém a várias horas de distância. Além disso já não gostava dela há muito tempo, eu estava casado e minha ex namorando. Nessa cidade ainda moram muitos amigos meus de faculdade, que não os via fazia tanto tempo. Foi natural que eles me convidassem pra ir assar uma carne e tomar cerveja, sair pra um barzinho, e ir uma vez em um show. De uma vez que sai com meus amigos, passei bastante tempo com eles, meu telefone descarregou. No outro dia ela me ligou dizendo que eu tinha ido me encontrar com a ex. Durante o curso todo ela achou que eu estava fazendo coisa errada...Sinceramente depois do que descobri, queria ter feito. A verdade é que depois que casei com ela, nunca estive com outra mulher, nem mesmo beijei outra mulher. Acho que ela não acredita nisso… Durante o tempo que estava realizando o curso apareceu a oportunidade de montarmos o negócio que estamos tocando. Não tinha como eu tocar a obra de outra cidade, então ela ficou encarregada disso, com meu auxílio pelo telefone. Tivemos muitas brigas por causa das obras, porque muitas vezes ela queria fazer do jeito que ela achava, e muitas vezes errado, sendo que eu explicava tudo pra ela como deveria ser feito pra não ter desperdícios, pra não estourar nosso orçamento e nem atrasar as obras. No final das contas inauguramos nosso empreendimento, e está indo muito bem obrigado. Sempre foi meu sonho poder um dia largar meu trabalho e poder trabalhar perto dela e do meu filho, ter uma vida estável sem precisar me ausentar. A empresa inaugurou em outubro de 2016, atrasou um pouco, mas sem maiores consequências. Nesse meio tempo o curso já havia terminado, e eu estava empregado novamente na posição que o curso me proporcionou. Gente, vocês não têm noção de como eu fiquei mais leve, relaxado, aquele peso todo que sentia estava finalmente saindo das minhas costas. Algumas brigas ainda existem por conta do negócio, mas normal, nada sério, nessa parte sabemos que os assuntos do negócio têm que permanecer lá depois que fechamos as portas no final do dia. O ano de 2017 veio de uma forma muito boa, pelo menos pra mim. Teve uma vez que nos desentendemos feio. Foi ela que começou a puxar assunto sobre minha irmã, aquela mesma história que já falei, ela achar que a madrinha denga muito o sobrinho. Nesse dia senti que ela estava arrumando um pretexto pra arrumar confusão comigo, passou uma duas horas falando, e queria que eu ligasse pra minha irmã pra reclamar sobre o assunto. Não fiz, até porque era ela que estava incomodada com a situação, e além disso o filho não é só meu. Às vezes temos algumas brigas sérias por conta do nosso filho, porque ela muitas vezes espera que eu o corrija...Costumo dizer que ela só quer os momentos bons com ele...Acredito ser verdade, pois muitas vezes quando ele está fazendo mal criação, ela grita de lá: “olha marido oque teu filho tá fazendo”. Caramba, isso me dá nos nervos, quando o filhote faz isso comigo não espero por ela. Eu o corrijo na mesma hora. E ela muitas vezes não faz, ou me chama pra dar bronca. Agora nem vou mais, só faço falar: “Te vira! É teu filho também”. Antes de tudo quero que ele cresça um homem íntegro, respeitador e honesto. Aí veio agosto de 2017, meu mundo veio a baixo. A felicidade que sentia, quando estava em casa com eles, minha esposa e filho, ao vê-los correndo pela casa, quando eu estava brincando com eles na cama de fazer cócegas era muito grande. Eu dizia só pra mim: “Obrigado meu Deus por me dar tanta felicidade”. Se no início eu apenas gostava dela, naquele momento eu a amava demais. Tudo isso acabou! Descobri que ela estava me traindo com um ex professor da faculdade. E pra completar ele mora na rua de trás de casa. No início ela tentou negar tudo, dizendo que era invenção da minha cabeça. Mas eu tinha provas, e contra provas não há argumentos. Ela tentou esconder quem era a pessoa no início, tentou dizer que saiu só aquela vez que descobri...Mas aos poucos, por conta própria, descobri que ela já vinha saindo com o cara desde 2015, lembra da pressão que estava sofrendo? Pois é, e essa história toda de estarmos sofrendo pressão, foi oque ela diz ter causado a traição. Quando estive fazendo o curso, ela saiu várias vezes com ele, e depois me alegou que era porque achava que estava saindo com minha ex. Em maio de 2017 foi a última vez que ela diz ter saído com ele. Aqui eu preciso fazer um parêntese: Mais ou menos em 2013, não lembro bem a data, sério, a ex entrou em contato comigo, ai acabou que fizemos várias chamadas pelo skype, e ficamos nus um para outro. Rolou masturbação, confesso. Mas parou aí. Nunca mais encontrei com ela, e depois disso também não falei mais com ela. Logo depois que aconteceu as chamadas de skype, me arrependi muito, não é uma coisa que sinto orgulho. Mas também até eu descobrir a traição da minha esposa, eu ainda não tinha contado pra ela oque havia ocorrido. Ou seja, teoricamente, ela não teria motivos reais pra me trair, porque ela nem desconfiava. Brigamos muito, xingamos um ao outro. Eu chorei muito, ela também. Ela diz que sempre me amou, nunca deixou de gostar de mim. Que acha que foram coisas que deveria ter feito enquanto era solteira. Estamos juntos, ainda gosto muito dela...Tenho medo de perder minha família… Mas fico muito receoso de quebrar a cara novamente. Às vezes sinto que fui duplamente sacaneado por ela, porque se eu quiser me separar dela, terei que abrir mão também do meu sonho, de trabalhar perto de casa. Não existe um dia que não pense no que ela fez, no que ela pode ter feito com o cara. Me sinto muito humilhado. Estamos junto, mas por enquanto não consigo me ver novamente com ela como antes, os dois velhinhos… Ela toda curvadinha e eu segurando ela pelo braço...Cara é foda! Que vontade de chorar! Sinto meu orgulho ferido...Eu posso não ser o melhor homem do mundo, mas também sei que não merecia isso, sei que a opção de fazer foi totalmente dela, independente das pressões, brigas e dificuldades que tenhamos passado. Eu fiz uma viagem com ela agora para um destino romântico, foi legal...Mas...Depois disso tudo sempre tem o “mas”. Essa semana briguei feio com ela novamente, não estou em casa, estou trabalhando…Sinceramente não sei oque fazer. Já tentamos psicóloga, mas acho que não adiantou muito não. A verdade é que às vezes queria machucá-la, fazê-la sentir oque eu sinto às vezes. Essa semana instalei tinder e esses outros app, queria me sentir valorizado. Às vezes me vejo fazendo e dizendo coisas pra ela só pra ver se ainda gosta de mim. Me sinto ridículo quando percebo. Teve ocasiões em que até pensei em inventar pra ela que estive com a ex. Agora estou pensando em fazer uma viagem sozinho, pra um lugar bem distante quando sair do trabalho. Penso que preciso de um tempo só comigo mesmo. Queria opiniões e maneiras de pensar de pessoas que não façam parte do meu convívio. Por isso postei aqui.
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2017.08.07 00:07 YumaS2Astral Eu não aguento mais essa vida. Eu desabafei com meus amigos virtuais mas agora parece que nem isso mais tá adiantando. Decidi desabafar com vocês do Reddit.

É que eu não aguento mais viver assim. Eu prefiro morrer do que continuar passando por isso. Eu disse "viver assim" mas sinto como se não estivesse vivendo de verdade, porque isso aqui não é vida. Eu estou apenas esperando até chegar o dia da minha morte. É como se eu estivesse na fila pro SUS, mas em vez do SUS, é o inferno.
Essa semana vi meus amigos no Facebook tirando fotos com os amigos deles da vida real. E ontem, dois amigos meus vieram me falar que estão namorando (um deles até pouco tempo atrás dizia que queria me namorar, mas me senti forçado a recusar por causa que ele mora longe e não quero mais apostar em relacionamentos à distância devido a diversas razões). De qualquer forma me senti muito magoado. Eu sonho em poder ter um namorado. Eu sonho em poder ter amigos que moram perto. Sonho em poder tirar foto com esses amigos. Sonho em poder me socializar, e não ficar trancafiado dentro de casa o dia inteiro. As pessoas falam pra eu sair, mas sair pra onde? Eu não tenho pra onde ir nem conheço ninguém aqui em volta.
Eu também não aguento mais ver minha irmã ter TUDO que eu gostaria de ter enquanto eu fico aqui chupando dedo. Ela tem tudo, tem amigos não virtuais, tem namorado, tem emprego, tem o sonho realizado (no caso dela, de ser bailarina) e até já chegou a ir em várias cidades diferentes do Brasil, e ate em outros países como Uruguai, Argentina, e Estados Unidos. Já eu? Meus amigos são todos virtuais, não tenho namorado, não tenho emprego, não consegui até hoje realizar meus sonhos (especialmente porque minha família não me ajudou da devida forma) e eu só cheguei a por os pés pra fora deste estado uma única vez, quando fui tentar ver um namorado virtuai que eu tive na época, e deu TUDO errado.
Eu queria tanto ter um emprego... Não quero mais depender da minha família. As pessoas pensam que eu gosto de viver assim, na vagabundagem, mas é MENTIRA. Eu odeio isso. Eu não consigo trabalhar com as coisas que eu gosto (dublador e desenhista). O primeiro é porque me falta treino, e não consigo treinar aqui em casa porque se eu treinar, meu pai vai ficar debochando de mim. Ele fazia isso quando eu era pequeno e é por isso que me sinto desencorajado. Quanto ao desenho, eu não sei nem por onde começar. Eu tô tão desesperado que tô quase indo trabalhar no McDonalds, já até tive um sonho recentemente com isso. Já pensei em ir no McDonalds daqui de perto e perguntar se tem vagas. Eu nunca tive um emprego e nem conta no banco que eu tenho.
Eu não quero depender da minha família mais. Minha tia jamais me dá dinheiro quando eu preciso. Eu não consigo ir ver meus amigos virtuais por causa disso. Ela sempre dá a desculpa de que precisa pagar as contas ou tem dívidas pra pagar. O engraçado é que se eu pedir pra ela comprar hambúrguer no McDonalds, ou docinhos, ou RPs no LoL, ela compra com o maior prazer. Mas se eu peço pra ter o dinheiro bruto na minha mão pra eu poder gastar como eu quiser, ela se recusa e dá as desculpas que eu citei em cima. E ela também se recusa a dar quantias pequenas de dinheiro que não vão fazer falta. 4 anos atrás eu tava quase indo ver um amigo meu que mora em outro estado e só precisava de mais 30 reais pra pagar a passagem e eu pedi pra minha tia. Ela se recusou a pagar. Eu fiquei muito magoado na época e até traumatizado (isso é parte da razão pela qual não quero mais relacionamentos à distância).
E falando em minha família, eu não aguento mais ela também. Meu pai é homofóbico pra caralho, ele já removeu duas pastas de yaoi minhas no passado, e já cansou de xingar meus amigos virtuais. Minha tia já falou coisas terríveis pra mim; já me chamou de homossexual pedófilo e disse que não gostaria de ter um filho gay. Ela é desonesta também e sempre me enrola quando eu peço coisas que eu preciso. Minha vó fica gritando comigo por coisas ínfimas que não têm nada de mais, me dá conselhos desnecessários, e sempre que eu vou fazer algo ela diz que vai acontecer algo de ruim comigo. Em 99,9% das vezes ela está errada, mas aí ela fica jogando na minha cara a única vez em que ela esteve certa (quando minha calopsita morreu). Já a minha irmã... Eu falei dela aí em cima. Ela tem tudo que eu tenho mas ela fica me criticando e me culpando por eu não ter nada. Além disso ela sempre fica automaticamente do lado deles quando eu discuto com eles aqui em casa.
Enfim, eu já não aguento mais isso, isso que eu tô tendo não é uma vida, eu não desejaria nem *pro meu pior inimigo que essas coisas acontecessem. Às vezes eu tenho vontade de morrer e nascer denovo e ter uma segunda chance. Eu nem sei se existe vida após à morte, mas muitas vezes imagino eu mesmo nascendo denovo em outra vida. Às vezes eu também me imagino voltando pro passado e tendo uma segunda chance de consertar tudo.
De qualquer forma ultimamente me sinto desanimado pra fazer qualquer coisa, mesmo as coisas que eu gosto. E também às vezes me imagino cometendo suicídio, e também me sinto pra baixo todos os dias.
Como lidar com toda essa combinação de coisas que está acontecendo comigo?
Um TL;DR pra quem não quer ler o texto que escrevi aí em cima;
  • Problemas familiares
  • Eu vejo pessoas à minha volta tendo as coisas que eu queria ter e isso me deixa mais cabisbaixo
  • Problemas amorosos
  • Queria ter um emprego e poder realizar meus sonhos
  • A falta de dinheiro me impede de ter MUITA coisa que eu queria ter, inclusive ver os amigos
  • Não tenho amigos na vida real
EDIT: Tenho 22 anos. Já fiz ensino médio. E não estou na faculdade.
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